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CGD garante protecção a clientes lesados com movimentos fraudulentos de cartão de crédito

A Caixa Geral de Depósitos garantiu hoje que os clientes do banco que foram confrontados com movimentos fraudulentos feitos com os seus cartões de crédito Visa não vão ser afectados pelo ocorrido.

Bloomberg
Negócios 19 de Maio de 2016 às 12:05
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As edições de hoje do Diário de Notícias, Jornal de Notícias e Dinheiro Vivo revelam que milhares de clientes da CGD foram confrontados com movimentos estranhos feitos com os seus cartões de crédito, fraude essa detectada nos últimos dias, com clientes a serem surpreendidos com pagamentos que nunca fizeram, oriundos do Brasil.

"Os interesses dos nossos clientes não serão afectados por esta ocorrência", frisa a CGD, num comunicado publicado na sua página na Internet.

Na nota, é explicado que" foram identificados movimentos fraudulentos com cartões de crédito com origem no Brasil".

O mesmo documento esclarece que já foram desencadeados "procedimentos com vista a garantir a sua regularização, nomeadamente junto da rede internacional Visa, e que se encontram assegurados".

Em declarações à agência Lusa, fonte da CGD escusou-se a revelar quantos clientes foram atingidos, desde quando o problema aconteceu e os montantes envolvidos.

A Lusa contactou ainda a Visa Portugal, que remeteu para mais tarde esclarecimentos sobre o assunto.

Segundo as edições dos jornais, nos últimos tempos têm surgido várias noticias nos meios de comunicação social brasileiros a darem conta de um novo método fraudulento, no qual os criminosos, identificando-se como empregados de uma instituição financeira, ligam para casa das vítimas a questionarem se fizeram determinadas compras.

As vítimas, de acordo com o relato dos jornais, não reconhecem estes gastos e o suposto trabalhador do banco avisa que então que o cartão de crédito foi clonado, pede então para que este seja cortado ao meio -- mas mantendo o chip intacto -- e entregue imediatamente através de um estafeta. Com os dados na sua posse, os criminosos gastam então as avultadas quantias.

A chamada oficial do banco surge mais tarde, mas desta vez alertando para a verdadeira utilização fraudulenta do cartão de crédito.

A Deco, associação de defesa do consumidor, alertou hoje para os recentes casos de 'phishing' (forma de cibercrime) ocorridos em vários sectores, em particular na banca e serviços de fornecimento de energia, sublinhando que a melhor defesa para os consumidores é "não serem apanhados na rede".

A associação revela que os casos mais comuns começam com uma abordagem efectuada por um terceiro, que se faz passar por uma determinada entidade bancária ou prestador de serviços, através do envio de mensagens de correio electrónico, SMS ou através de chats do Facebook, Whatsapp ou outra rede social.

O objectivo, segundo a Deco, é conduzir os consumidores a "sites falsos, que são cópias fiéis das entidades pirateadas, onde introduzem dados confidenciais que serão captados e posteriormente utilizados por este terceiro interveniente". 

"Para não cair nesta armadilha, o consumidor deve evitar aceder aos serviços disponibilizados online através de links suspeitos e sempre que sejam solicitadas informações pessoais, dados da conta bancária, coordenadas do cartão matriz ou outros, mesmo que pareça ter sido solicitada pelo banco ou prestador de serviços, deverá recusar o envio desses dados", frisa.

 

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