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CGD quer manter financiamento à economia com depósitos dos clientes

Norberto Rosa garantiu que o banco vai continuar a apostar no financiamento à economia com recurso sobretudo aos depósitos dos clientes.

Lusa 04 de Agosto de 2011 às 19:07
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O administrador da CGD Norberto Rosa garantiu que o banco vai continuar a apostar no financiamento à economia com recurso sobretudo aos depósitos dos clientes, depois de uma quebra de lucros no primeiro semestre atribuída ao aumento da carga fiscal.

"A queda de 13% nos lucros no primeiro semestre [para 91,4 milhões de euros] resultou do aumento da carga fiscal", disse Norberto Rosa, administrador da Caixa Geral de Depósitos (CGD), referindo-se em específico à contribuição extraordinária sobre o sector bancário, que custou ao banco público 14,7 milhões de euros no primeiro semestre.

O responsável realçou ainda que, tendo em conta os resultados antes de impostos, houve um crescimento de 58,7 milhões de euros para 182,4 milhões de euros.

Apesar da quebra no crédito a clientes em 1.321 milhões de euros desde o início do ano, o responsável disse que a Caixa quer continuar a apostar no financiamento às empresas, depois de este ter crescido em 43 milhões de euros no primeiro semestre (0,2%) e 1.425 milhões em termos anuais (6,2%).

Noberto Rosa admitiu que pode haver "uma ligeira desaceleração" neste semestre, mas assegurou que a instituição tem "a preocupação de manter" o crédito às empresas.

Estas operações, afirmou, serão baseadas em "financiamento interno", ou seja, nos depósitos de clientes do banco, que aumentaram 6,2 mil milhões no primeiro semestre de 2011 face a período homólogo.

A CGD tinha a 30 de Junho uma exposição ao BCE de 7,2 mil milhões de euros em Junho, o que compara com os 10,1 mil milhões de euros de há um ano atrás.

Quanto ao crédito à habitação, que caiu 0,2% em termos anuais, Norberto Rosa explicou que esta quebra não se deve a uma decisão voluntária do banco em reduzir os empréstimos para a compra de casa mas à "diminuição da procura" num momento de crise económica e social, pelo que os créditos concedidos não são suficientes para superar os que terminam a maturidade.

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