Banca & Finanças CincoDias: Novo Banco quer despedir um terço dos trabalhadores em Espanha

CincoDias: Novo Banco quer despedir um terço dos trabalhadores em Espanha

No total, o procedimento de regulação de emprego prevê que 145 dos 430 empregados do banco em Espanha se desvinculem da instituição até ao final deste ano.
CincoDias: Novo Banco quer despedir um terço dos trabalhadores em Espanha
Miguel Baltazar/Negócios
Paulo Zacarias Gomes 05 de abril de 2016 às 17:11

Depois da redução anunciada em Portugal, também o negócio em Espanha será afectado pelos cortes de pessoal. De acordo com o jornal CincoDias, que cita os sindicatos do sector bancário, a direcção do Novo Banco em Espanha quer despedir um terço dos trabalhadores naquele mercado.

No total, o Novo Banco Espanha prevê despedir 145 empregados dos 430 que trabalham para a instituição – ou seja, 34% do total – e fechar nove das 35 agências presentes no mercado. Um valor que, em absoluto, ainda assim é inferior em 15 postos de trabalho ao que inicialmente tinha sido avançado.


O objectivo foi comunicado esta segunda-feira, 4 de Abril, em reunião. Dos despedimentos, ao abrigo do processo de regulação de emprego (ERE) a maioria (85) terá lugar na rede comercial e nos serviços centrais do banco, a que se juntam oito funcionários do Novo Vanguarda.


A 3 de Março, o banco tinha indicado aos sindicatos a intenção de fazer despedimentos, justificados por "motivos de carácter extraordinário dentro da actividade normal da sucursal do Novo Banco em Espanha", anunciou então o sindicato Comisiones Obreras.


Segundo o CincoDias, a empresa oferece 24 dias de salário por cada ano de trabalho com um máximo de 14 mensalidades, a que junta um programa de recolocação e cartas de recomendação. Não está previsto que os funcionarios mais antigos tenham, neste processo, acesso à pré-reforma.

O procedimento de dispensa de trabalhadores terá de estar concluído até 31 de Dezembro de 2016 e, segundo um porta-voz da empresa citado pelo CincoDias, as saídas resultam da reestruturação do grupo em Portugal.


A redução da presença em Espanha estava prevista no programa de reestruturação entregue à Direcção Geral da Concorrência em Bruxelas, que aceitou a manutenção da presença no país vizinho com a condição de que esta fosse reduzida.


Há uma semana, no Parlamento, o presidente do Novo Banco, Eduardo Stock da Cunha, confirmou que o despedimento colectivo em Portugal vai abranger 150 trabalhadores do Novo Banco no país e mais 350 funcionários deverão sair por rescisões amigáveis, num total de 500 pessoas.


O responsável recordou que, segundo o plano de reestruturação acordado entre as autoridades portuguesas e a Comissão Europeia, o Novo Banco tem de reduzir este ano em 1.000 pessoas o número de efectivos e de cortar em 150 milhões de euros os custos operativos.


Como parte significativa já saiu, nomeadamente através de um programa de reformas antecipadas, e a venda de unidades no estrangeiro implicará também a redução de pessoal, faltam efectivamente sair cerca de 500 colaboradores, esclareceu Stock da Cunha, citado pela Lusa.




pub

Marketing Automation certified by E-GOI