Banca & Finanças Citigroup planeia abandonar banca de retalho no Brasil e Argentina

Citigroup planeia abandonar banca de retalho no Brasil e Argentina

O banco norte-americano planeia sair da banca comercial brasileira e argentina, onde actua há mais de um século, noticia esta quinta-feira a Bloomberg. As acções do banco desvalorizam 2%.
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Inês F. Alves 18 de fevereiro de 2016 às 18:40

A saída do Citigroup do segmento da banca de retalho brasileira e argentina deverá ser anunciada nas próximas semanas, de acordo com uma fonte citada pela Bloomberg e que pediu para não ser identificada. Liz Fogarty, porta-voz do banco sediado em Nova Iorque, recusou comentar os planos do grupo.

Escreve a agência que o CEO Michael Corbat tem vindo a reduzir o segmento de retalho do banco para simplificar a empresa, cortar nas despesas e impulsionar os resultados, e recorda que em Outubro de 2014 o grupo anunciou planos para a saída do segmento da banca de consumo em 11 mercados.

A fonte não adiantou que tipo de serviços o Citigroup poderá continuar a fornecer no Brasil e na Argentina. Lembra a Bloomberg que quando o banco acordou a venda da sua unidade de retalho no Japão à Sumitomo Mitsui Banking, em 2014, o Citigroup continuou a providenciar serviços no sector empresarial e de investimento aos seus clientes.

A unidade argentina do Citigroup abriu em 1914. Actualmente, o banco tem no país mais de 2.700 funcionários, 71 agências, está presente em 25 cidades, e detém activos no valor de 44,6 mil milhões de pesos (2,7 mil milhões de euros).

No Brasil, o Citigroup iniciou a sua actividade em 1915 e, em 2014, contava com cerca de seis mil funcionários no país. O grupo tem 71 agências localmente, sendo o 10º maior banco comercial do país, com activos no valor de 80,6 mil milhões de reais (17,9 mil milhões de euros).

Depois de três sessões consecutivas de ganhos, as acções do banco seguem a cair 2,10% para os 38,945 dólares por acção.




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