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Clientes enchem agências do Banif na Madeira à procura de informação

O balcão da sede do Banif, no Funchal, encontra-se nesta altura cheio de clientes, que procuram esclarecimentos, depois das notícias que deram conta de que o Estado está a estudar a aplicação de uma medida de resolução naquele banco.

Rui Silva
Lusa 15 de Dezembro de 2015 às 13:38
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Esta manhã, antes da abertura, formaram-se filas à porta das agências, pelo menos no Funchal, em Santa Cruz (zona leste) e na Ribeira Brava (zona oeste), mas não foi implementada nenhuma medida de reforço da segurança e não se registou qualquer desordem.


Vários clientes entraram com a intenção de levantar o dinheiro, mas saíram sem o fazer e com a garantia de que as contas estavam seguras.


José Chaves, cliente do Banif há 35 anos, disse aos jornalistas, à porta do balcão da sede, que foi devidamente esclarecido e não fez nenhum levantamento, apenas "umas transferências internas".


Por outro lado, revelou estar tranquilo, mas realçou que "as pessoas estão escaldadas depois do BES", sublinhando que "quando estas coisas começam, nunca sabemos como acabam".


Um casal de antigos emigrantes madeirenses na África do Sul, que não quis revelar os nomes, saiu um pouco enervado, mas optou por não movimentar os 300 mil euros de depósitos e aplicações. "Só levantámos um bocadinho para passar o Natal", disse a senhora.


Durante a manhã, as agências do Funchal mantiveram-se sempre repletas de clientes, um cenário que se repete pelo segundo dia consecutivo. Muitos optam por retirar a senha e voltar mais tarde.


Entretanto, o presidente executivo do Banif, Jorge Tomé, sublinhou na segunda-feira à noite que o banco conta com uma posição de "liquidez confortável", garantindo que "os depositantes e contribuintes podem estar descansados".


Em entrevista à RTP-Madeira, Jorge Tomé assegurou que a negociação para a venda da instituição está a "correr muito bem", recordando que este é um processo "estruturado" e avançando e que há seis investidores internacionais a analisar a situação do banco. O banqueiro admitiu que a notícia de um eventual encerramento veio "perturbar todo um processo estruturado que está em curso, em que a posição do Estado está a ser vendida".


O banco tinha, no final de Setembro, cerca de 1.700 trabalhadores em Portugal.

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