Banca & Finanças CMVM distingue obrigações da ex-dona do Banif do papel comercial do BES

CMVM distingue obrigações da ex-dona do Banif do papel comercial do BES

O Banif nunca se responsabilizou pelos 60 milhões de euros de obrigações da Rentipar, ao contrário do BES, que se protegeu do papel comercial do GES que comercializou com clientes.  
CMVM distingue obrigações da ex-dona do Banif do papel comercial do BES
Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro 13 de abril de 2016 às 20:29

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) faz uma distinção entre as obrigações da Rentipar, vendidas aos balcões do Banif, e o papel comercial de sociedades do Grupo Espírito Santo comercializados aos balcões no Banco Espírito Santo.  


"É uma situação claramente distinta. Nunca houve um acto de responsabilidade do próprio banco pelo reembolso nem houve nenhuma constituição de provisões para o efeito", indicou Carlos Tavares na audição desta quarta-feira, 13 de Abril, na comissão parlamentar de inquérito ao Banif.  


O presidente da CMVM falava na constituição de provisões para proteger o BES do risco de reputação por ter vendido títulos de dívida de sociedades com situação patrimonial deficiente. No caso da Rentipar, principal accionista do Banif (dos herdeiros de Horácio Roque) antes da entrada do Estado, houve uma emissão de obrigações em 2011, no montante global de 60 milhões de euros. Em 2016, a Rentipar encontra-se em processo de insolvência.  

Esta foi uma emissão particular, com colocações específicas: não havia um prospecto. E aqui há parecenças entre o papel comercial e as obrigações da Rentipar.
 

Sobre estas emissões particulares, que não estão sujeitos a obrigações de reporte à CMVM, Carlos Tavares repetiu que é contra o regime. 

(Notícia corrigida às 13:03 de 14 de Abril: as obrigações da Rentipar foram vendidas aos balcões do Banif e o papel comercial na rede do BES e não ao contrário, como inicialmente escrito)




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