Banca & Finanças Comissão executiva da Caixa recebeu remuneração de 4 milhões em 2018

Comissão executiva da Caixa recebeu remuneração de 4 milhões em 2018

O administrador executivo Paulo Macedo auferiu uma remuneração fixa de 423 mil euros em 2018, com o valor mensal igual ao do ano anterior.
Comissão executiva da Caixa recebeu remuneração de 4 milhões em 2018
Duarte Roriz/Correio da Manhã
Nuno Carregueiro 01 de maio de 2019 às 10:52

Os administradores executivos da Caixa Geral de Depósitos (CGD) obtiveram uma remuneração fixa de 2,7 milhões de euros em 2018, um valor anual que não é comparável com 2017 uma vez que a atual comissão executiva só iniciou funções no banco do estado em fevereiro desse ano e alguns dos membros vários meses depois.

 

Paulo Macedo manteve no ano passado o salário mensal ligeiramente acima de 30 mil euros, pelo que em 2018 auferiu uma remuneração fixa de 423 mil euros, refere o relatório e contas do banco publicado na CMVM. Já o salário mensal dos restantes administradores executivos é de 23,2 mil euros, pelo que no ano a remuneração de cada um dos sete administradores executivos ascende a 326 mil euros.

 

Além da remuneração fixa, os oito administradores executivos da CGD receberam uma remuneração variável de 1,3 milhões de euros, sendo que deste total 224 mil euros dizem respeito ao CEO Paulo Macedo.

 

A remuneração variável inclui prémios referentes ao exercício de 2017 e o pagamento diferido e não garantido relacionado com o cumprimento das metas do plano estratégico do banco estatal.

Somando a componente fixa com a variável, os administradores da CGD auferiram uma remuneração de 4 milhões de euros no ano passado.

 

Comissão executiva do BCP acima dos 10 milhões

 

A CGD foi o último entre os grandes bancos a publicar a remuneração dos seus administradores.

 

Também esta semana o BCP tinha publicado o seu relatório e contas, revelando que a comissão executiva do banco auferiu um total bruto de 10,268 milhões de euros, que compara com 5,461 milhões um ano antes. Uma subida de 88% explicada sobretudo com o pagamento de complementos de reforma, que ascenderam a 5,658 milhões de euros.  

 

O CEO do BCP, Miguel Maya, recebeu um valor bruto de 816.165,31 euros de complemento de reforma e de 587.166,68 euros de remuneração fixa.

Também esta semana o BPI revelou que a sua comissão executiva auferiu uma remuneração de 5,77 milhões de euros, com o CEO Pablo Forero a receber um valor fixo de 944 mil euros e variável de 200 mil euros.

 

No Santander Totta a comissão executiva ganhou 5,86 milhões de euros, como CEO da receber uma remuneração fixa de 676 mil euros e variável de 605 mil euros.

 

No Novo Banco a comissão executiva liderada por António Ramalho ganhou 1,7 milhões de euros, sendo que deste total 382 mil euros cabem ao CEO.




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