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Comporta arrisca insolvência se venda falhar

Os curadores da insolvência da Rioforte admitem que, falhando a alienação, o fundo imobiliário da Comporta tem de submeter-se à insolvência. E a venda da herdade só avança se houver alienação do fundo.

João Paulo Dias
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 26 de Setembro de 2017 às 16:15
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O fundo imobiliário da Herdade da Comporta poderá ter de pedir a insolvência caso a venda não seja bem-sucedida. Quem o admite são os próprios curadores de insolvência da Rioforte, empresa do antigo Grupo Espírito Santo que detém a maioria da sua propriedade.

 

Neste momento, conforme o Negócios já noticiou, o contrato de alienação de 59% do Fundo Especial de Investimento Imobiliário Fechado da Herdade da Comporta à Ardma Imobiliária, sociedade do empresário português Pedro de Almeida, ainda aguarda a luz verde do Ministério Público português. Esta autorização "continua pendente", escrevem Alain Rukavina e Paul Laplume no relatório das insolvências de sociedades do Grupo Espírito Santo, com referência a 30 de Agosto.

 

A posição favorável do Ministério Público é uma das condições suspensivas para a concretização da venda do activo da Rioforte, sendo que a outra era a autorização do Luxemburgo, já concedida a 12 de Julho. "A venda pode ser finalizada com o levantamento das condições precedentes. Caso contrário, o fundo da Herdade da Comporta tem de se submeter a um processo de insolvência", concretiza o mesmo documento.

 

O contrato de venda de 59% do fundo com a Ardma foi assinado em Julho passado, por um valor não revelado pelo empresário português, que quer comprar as posições minoritárias, nas mãos do Novo Banco e de investidores, alguns ligados à família Espírito Santo. As receitas da transacção não irão directamente para a Rioforte, de modo a pagar aos seus credores. Serão depositadas "numa conta da insolvente bloqueada pelas autoridades portuguesas". A Comporta era um dos activos que estava arrestado pelas autoridades nacionais, com vista a ressarcir eventuais lesados pela queda do grupo de que Ricardo Salgado era a principal figura.

 

Só após a conclusão da operação de venda do fundo - que também tem de ser negociada com a Caixa Geral de Depósitos, sua principal credora - poderá arrancar a alienação da Herdade da Comporta – Actividades Agro-Silvícolas e Turísticas, em que a Rioforte detém também a maioria do capital e que é a sociedade que gere as actividades agrícolas e turísticas daquela infra-estrutura. Além de pretender o fundo, Pedro de Almeida quer ficar também com esta empresa.

 

A venda do fundo da herdade, localizada em Alcácer do Sal e Grândola, arrancou em Setembro do ano passado, depois de a primeira tentativa, datada de Junho de 2015, ter falhado precisamente devido aos arrestos de bens determinado pela justiça portuguesa. 

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