Banca & Finanças António Costa: “Confio que o BPI e os accionistas vão tomar as decisões necessárias” para dar resposta ao BCE

António Costa: “Confio que o BPI e os accionistas vão tomar as decisões necessárias” para dar resposta ao BCE

António Costa lamenta que "não se tivesse confirmado o acordo", mas diz que está confiante em que será encontrada uma solução que evite as multas por parte do supervisor da banca europeia. No entanto, o Governo não irá intervir mais no processo.
António Costa: “Confio que o BPI e os accionistas vão tomar as decisões necessárias” para dar resposta ao BCE
Bruno Simão
Paulo Moutinho 17 de abril de 2016 às 16:08

António Costa "lamenta que não se tivesse confirmado o acordo" entre o CaixaBank e a Santoro Finance, que permitia resolver o problema do BPI. No entanto, o primeiro-ministro diz que está confiante que "mesmo sem acordo, estejam criadas condições para que a administração do BPI e os seus accionistas possam tomar decisões para dar cumprimento às d orientações das entidades europeias sem sobressaltos ao sistema financeiro nacional.

"Estou convencido de que se todos agirem com prontidão podemos encontrar uma solução", disse António Costa aos jornalistas numa conferência de imprensa agendada após o BPI ter revelado, em comunicado enviado à CMVM, que, afinal, o acordo entre o CaixaBank e a Santoro Finance "ficou sem efeito".


O primeiro-ministro, que falou na Sala VIP do Aeroporto de Lisboa antes de partir para Paris, notou que "o papel do Governo foi cumprido, que foi o de criar um contexto para que as partes se sentassem e falassem. Foi construtivo, e levou ao anúncio de acordo. Mas de lá para cá, deixou de haver acordo", salientou.


"Ficámos satisfeitos com o anúncio do acordo, mas é pena que não se tenha vindo a confirmar", disse. "Prefiro acordos, mas não tendo sido possível seja possível dar cumprimento rápido às orientações das entidades europeias", acrescentou, salientando, no entanto, que não irá intervir novamente: "transcende o poder do Governo".

Sem multas do BCE


Perante a ausência de um acordo, que inviabiliza a redução da exposição do BPI a Angola, o banco liderado por Fernando Ulrich fica sujeito a multas por parte do Banco Central Europeu (BCE) que podem chegar a 5% do volume de negócios. Mas o primeiro-ministro acredita que isso não irá acontecer.

"O prazo-limite era o dia 10 de Abril e o BCE não aplicou qualquer sanção", notou António Costa. "Se todos agirem com prontidão, podemos encontrar uma solução que poupem o banco a sanções e que possamos manter estável o sistema financeiro", referiu o primeiro-ministro sublinhando que o "BCE tem revelado boa compressão sobre este processo".


(notícia actualizada às 16:18 com declarações de António Costa sobre a quebra no acordo entre o CaixaBank e a Santoro)



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