Banca & Finanças Costa diz não ter razão para duvidar do esforço de rapidez dos reguladores em relação à Caixa

Costa diz não ter razão para duvidar do esforço de rapidez dos reguladores em relação à Caixa

António Costa deixou críticas à actuação do anterior Governo, dizendo que "foi manifesto que houve uma atitude deliberada de esconder problemas, que hoje felizmente não estão escondidos".
Costa diz não ter razão para duvidar do esforço de rapidez dos reguladores em relação à Caixa
Miguel Baltazar
Lusa 20 de julho de 2016 às 08:01

O primeiro-ministro afirmou hoje não ter qualquer razão para considerar que as entidades regulatórias não estão a esforçar-se para dar uma resposta rápida em relação às soluções propostas para a Caixa Geral de Depósitos (CGD).

 

António Costa falava no final de uma reunião com a bancada do PS, que durou cerca de três horas e em que fez junto dos seus deputados um balanço da sessão legislativa na Assembleia da República.

 

Interrogado sobre a situação da CGD, que ainda aguarda a aprovação de um plano de recapitalização e da nova administração, o primeiro-ministro frisou que não compete ao Governo exercer qualquer forma de pressão para acelerar estes processos.

 

"Mas não tenho nenhuma razão para achar que, quer a Direcção-Geral da Concorrência, quer as entidades regulatórias, não estejam a esforçar-se para tão rapidamente possível responderem às questões que faltam responder para termos uma solução definitiva para a CGD, e para que fique tudo claro e tranquilo quanto à Caixa, o que é essencial", respondeu António Costa.

 

Confrontado com o mais recente relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a possibilidade de os sectores da banca de Itália e Portugal constituírem riscos sistémicos para a Europa, o primeiro-ministro referiu que a banca "sofre" simultaneamente com o facto de haver "um aumento das exigências regulatórias com uma conjuntura de baixa muito significativa de taxas de juro, o que é bom para quem tem prestações a pagar, mas é mau para o negócio bancário".

 

Depois, António Costa deixou críticas à actuação do anterior Governo, dizendo que "foi manifesto que houve uma atitude deliberada de esconder problemas, que hoje felizmente não estão escondidos".

 

"Tal não constitui um risco. Risco é quando se finge que os problemas não existem. Hoje os problemas são conhecidos e estão a ser resolvidos, o que é essencial para reforçar a confiança no sistema financeiro", defendeu.

 

Para António Costa, a prioridade do seu executivo "é o fortalecimento da CGD, como grande banco público e grande pilar do sistema financeiro português".

 

"Há ainda um conjunto de outras medidas que temos vindo a tomar conjuntamente com as entidades regulatórias para que o sistema financeiro possa encontrar estabilidade e possa responder às necessidades da economia", acrescentou.




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