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Costa Pina defende que união bancária acentua problemas dos bancos

O ex-secretário de Estado socialista Carlos Costa Pina criticou o modelo de união bancária que está em construção na Europa. O deputado Brilhante Dias também aponta falhas. O líder da associação de bancos também aponta que há coisas a completar. 

Miguel Baltazar/Negócios
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O antigo secretário de Estado das Finanças do Governo de José Sócrates, Carlos Costa Pina, tem farpas a atirar à união bancária. Porque os bancos passaram a estar sob uma responsabilidade única; mas a responsabilidade financeira sobre os mesmos nem por isso.  

 

"A união bancária acaba por acentuar os problemas, na medida em que centraliza os poderes, a nível europeu, mas a centralização dos poderes não é acompanhada por centralização da responsabilidade financeira, que permanece a nível nacional", disse Costa Pina na conferência organizada pelo PS, sob o tema "O sector bancário em Portugal: Banca e Economia - desunião de facto?".

 

Para o antigo governante do ex-ministro Teixeira dos Santos, este é um "bloqueio" na união bancária que está a ser desenvolvida na Zona Euro, nomeadamente porque a mesma está incompleta, por não haver ainda um fundo de garantia de depósitos global, como já há um fundo de resolução europeu desde o início do ano.

 

O mesmo facto foi relembrado pelo deputado Eurico Brilhante Dias, relator da comissão de inquérito ao Banif, que considera que a construção desse terceiro pilar é fundamental. Neste momento, diz, a ideia é que, com as novas regras de resolução, não é necessário recorrer a dinheiros estatais para resolver problemas na banca. Mas tal ainda não é uma realidade, disse.

 

Faria de Oliveira, líder da Associação Portuguesa de Bancos, defende que este não é o único esforço por completar: "A união do mercado de capitais e as formas alternativas de financiamento" são outros aspectos que estão incompletos. "E vai levar muito tempo" a conclui-los, alertou.

 

Na sua intervenção, e à semelhança do que também foi defendido por Fernando Ulrich, Faria de Oliveira mencionou as "muito pesadas exigências regulatórias – capital, liquidez, ‘leverage’, resolução, governance – e as novas exigências por parte da supervisão, quer prudencial quer comportamental".

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