Banca & Finanças Costa: Sector financeiro precisa de capital "seja ele espanhol, seja ele angolano"

Costa: Sector financeiro precisa de capital "seja ele espanhol, seja ele angolano"

O primeiro-ministro, António Costa, afirma que o país precisa de investimento estrangeiro e de ter um sistema financeiro "estabilizado e devidamente capitalizado", salientando que Portugal é "uma economia aberta".  
Costa: Sector financeiro precisa de capital "seja ele espanhol, seja ele angolano"
Miguel Baltazar/Negócios
Lusa 22 de março de 2016 às 14:59

"O país precisa de investimento directo estrangeiro em todos os sectores, também no sector financeiro", declarou o chefe do Governo da República numa conferência de imprensa no âmbito da visita oficial que efectua hoje à Região Autónoma da Madeira, quando questionado sobre os negócios da empresária angolana Isabel dos Santos no sector bancário.

 

O semanário Expresso noticiou na passada semana que António Costa e a empresária angolana Isabel dos Santos, para ultrapassar o impasse no BPI, reuniram-se em Lisboa e terão conciliado com o grupo financeiro espanhol La Caixa, com a filha do Presidente de Angola a vender a sua participação no BPI aos espanhóis e o BPI a ceder as suas acções do banco de angolano BFA a capitais angolanos

 

Sem confirmar o encontro, o governante sustentou ser importante que Portugal tenha "um sistema financeiro estabilizado e devidamente capitalizado, certamente com capital nacional, mas também com capital estrangeiro, seja ele espanhol, seja ele angolano, seja ele alemão, seja americano".

 

António Costa argumentou que Portugal é "uma economia aberta" e tem que ter "um sistema financeiro aberto".

 

"E era o que faltava que em Portugal pudesse haver qualquer tipo de discriminação em razão da nacionalidade para o investimento na economia portuguesa e, designadamente, no sistema financeiro", disse.

 

O primeiro-ministro recordou que o anterior Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, aquando da tomada de posse do actual Governo, sublinhou que "uma das missões espinhosas" que o executivo nacional tinha pela frente seria "contribuir para estabilização do sistema financeiro", assegurando: "É o que temos procurado fazer".

 

António Costa vincou ser necessário "criar condições para que os bancos nacionais possam ter o seu capital fortalecido, seja com capitais nacionais, seja com capital internacional, que seja possível atrair".

 

"Naturalmente, nós vemos com bons olhos que todos aqueles que, sendo espanhóis, angolanos, alemães, chineses ou qualquer outra nacionalidade, queiram investir no nosso sistema financeiro, tendo em vista fortalecê-lo".

 

Segundo o primeiro-ministro, "um sistema financeiro forte significa melhores condições para investimentos das empresas nacionais e para maior segurança das poupanças das famílias portuguesas".

 




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