Banca & Finanças Credit Suisse aumenta lucros em 74% mas falha estimativas. Acções descem mais de 4,5%

Credit Suisse aumenta lucros em 74% mas falha estimativas. Acções descem mais de 4,5%

O banco fechou o terceiro trimestre com lucros de 424 milhões de francos suíços, abaixo das estimativas de 449 milhões.
Credit Suisse aumenta lucros em 74% mas falha estimativas. Acções descem mais de 4,5%
Reuters
Rita Faria 01 de novembro de 2018 às 10:44

O Credit Suisse fechou o terceiro trimestre deste ano com lucros de 424 milhões de francos suíços (cerca de 371,7 milhões de euros, à cotação actual), o que traduz uma subida de 74% face ao resultado líquido de 244 milhões de francos suíços registado no mesmo período do ano passado.

Apesar da forte subida, os lucros ficaram aquém das estimativas dos analistas - que antecipavam um total de 449 milhões – o que está a levar as acções do banco a reagirem queda. Os títulos já chegaram a perder 4,69% para 12,60 francos suíços, tendo aliviado a descida para 2% para 12,955 francos.

De acordo com os números reportados pelo Credit Suisse esta quinta-feira, 1 de Novembro, as receitas foram de 4,8 mil milhões de francos, face aos 4,9 mil milhões do mesmo período do ano passado, enquanto os custos operacionais desceram de 4,5 para 4,1 mil milhões. O rácio de capital CET 1 ficou em 12,9%, face aos 14% de um ano antes.

Em declarações à CNBC, Tidjane Thiam, CEO do Credit Suisse, disse que os resultados trimestrais foram "bons" e graças ao processo de reestruturação, feito nos últimos dois anos, o banco conseguiu compensar os vários desafios com que se deparou no trimestre.

"Posso dizer que, num trimestre como este, o antigo Credit Suisse teria perdido centenas de milhões. Hoje estamos a gerar lucros", afirmou o responsável.

No comunicado onde apresenta os resultados, o Credit Suisse explicou que o terceiro trimestre apresentou "condições muito mais desafiantes e níveis mais baixos de actividade dos clientes".

"O ambiente foi desafiante neste Verão", sublinhou no comunicado, explicando que além da desaceleração sazonal habitual, o aumento da volatilidade nos mercados emergentes e em algumas moedas dos mercados emergentes levou a uma queda na actividade dos clientes.

Ainda assim, o Credit Suisse diz que as perspectivas para o crescimento económico global nos próximos três meses permanecem "positivas, apesar das contínuas tensões geopolíticas em torno do comércio global e do potencial impacto das mudanças na política monetária pelos bancos centrais".




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