Banca & Finanças Crédit Agricole dispara mais de 12% com reestruturação e resultados acima do esperado

Crédit Agricole dispara mais de 12% com reestruturação e resultados acima do esperado

O banco francês vai vender as suas participações em cerca de três dezenas de bancos regionais e mostrou uma subida dos lucros. As acções conseguem a maior subida diária desde Outubro de 2011.
Crédit Agricole dispara mais de 12% com reestruturação e resultados acima do esperado
Rita Faria 17 de fevereiro de 2016 às 09:29

As acções do Crédit Agricole estão a disparar esta quarta-feira, 17 de Fevereiro, depois de o banco francês ter aprovado o plano de reestruturação que lhe permitirá reforçar a sua posição de capital, e de ter apresentado resultados acima do esperado. Os títulos sobem 12,63% para 9,443 euros, a maior subida diária desde Outubro de 2011.

O Crédit Agricole anunciou que vai vender as suas participações no capital de três dezenas de instituições financeiras regionais francesas, tal como se especulava desde o início do ano. Segundo a própria instituição, a operação, avaliada em 28 mil milhões de euros, permitirá ao banco aumentar o seu rácio core tier 1 para 11%.

Por outro lado, também garante que a instituição poderá pagar dividendos em dinheiro este ano. Em relação a 2015, o banco vai pagar um dividendo de 60 cêntimos por acção e dar aos investidores a possibilidade de receberem em acções.
 

A transacção vai proporcionar "mais flexibilidade financeira", tornando a estrutura e os resultados do Crédit Agricole mais transparentes, segundo afirmou o presidente não-executivo da instituição, Dominique Lefebvre, em declarações aos jornalistas, em Paris, citadas pela Bloomberg.

A operação deverá ter lugar no terceiro trimestre deste ano e implicará a criação de um veículo, por parte dos bancos regionais, para comprar as participações de 25% detidas pelo Crédit Agricole, com o banco a conceder um empréstimo de 11 mil milhões de euros para financiar o negócio.

Segundo o vice-presidente Xavier Musca, o Crédit Agricole apresentou esta operação à autoridade bancária francesa e ao Banco Central Europeu (BCE) que a receberam "muito favoravelmente".

A confirmação da venda das participações acontece no mesmo dia em que o banco francês revelou que os seus lucros aumentaram 28% no quarto trimestre para 882 milhões de euros. Os números superaram as estimativas dos analistas, que apontavam para um resultado líquido de 707 milhões de euros.

Os lucros dos bancos regionais aumentaram quase 11% face ao mesmo período do ano passado para 229 milhões de euros. 

(Notícia actualizada às 12:10 com novas cotações das acções)




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