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Crédito Agrícola dá moratória de 12 meses para famílias e empresas

A moratória é elegível para os clientes do banco que estejam em situação regular. E abrange as operações de crédito à habitação, ao consumo e créditos ao investimento e tesouraria, para o caso das empresas.

Licínio Pina
Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 25 de Março de 2020 às 15:53
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Depois da Caixa Geral de Depósitos (CGD), BPI e Santander, o Crédito Agrícola também decidiu que vai dar ao seus clientes a possibilidade de adiarem o pagamento dos créditos. Em causa está uma moratória de até 12 meses para as famílias e empresas, com situações regulares junto do banco. 

"Com o objetivo de ajudar a mitigar os efeitos económicos e sociais que o surto do COVID-19 está a provocar na sociedade portuguesa, o Crédito Agrícola criou um mecanismo de moratória para os créditos regulares para particulares e empresas que permite uma carência de capital ou prorrogação do termo do prazo de pagamento até 12 meses, cumulativos entre carência e prorrogação", de acordo com um comunicado enviado pelo banco, esta quarta-feira. 

De acordo com o banco liderado por Licínio Pina, "este instrumento de apoio é elegível para os clientes que estejam em situação regular com banco, abrangendo as operações de crédito à habitação, ao consumo e créditos ao investimento e tesouraria, para o caso das empresas".

"O Crédito Agrícola ajustará estas condições às orientações ou decisões que vierem a ser tomadas pelas autoridades legislativas ou regulatórias, europeias ou nacionais", refere a instituição financeira. Mário Centeno, ministro das Finanças, afirmou esta segunda-feira que a legislação para enquadrar as moratórias será publicada ainda esta semana.

Para as empresas, o Crédito Agrícola lançou ainda a Linha de Crédito de Apoio Especial – Fundo Maneio, "dirigida a empresas e a empresários em nome individual, acessível a todo o tipo de empresas nacionais com necessidade de liquidez na atual conjuntura, com o objetivo de pagamento de salários, encargos com a manutenção da atividade, pagamento a fornecedores, e com um montante máximo de financiamento até 100 mil euros".

Já os clientes particulares terão ao seu dispor a Linha de Crédito de Apoio Especial Pessoas Singulares "para fazer face aos encargos que tendem a aumentar, seja por despesas de saúde, seja pela contingência de passar a ficar em casa, com as despesas acrescidas que daqui, naturalmente resultam e os rendimentos serem reduzidos", explica o banco. 

A CGD deu o pontapé de saída nas moratórias no crédito, dando já a possibilidade aos seus clientes de começarem a fazer os pedidos junto do banco. Também o Santander e o BPI se mostram disponíveis para esta solução, aguardando agora pela publicação da legislação. 
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