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Créditos reclamados à ESI e Rioforte sobem 500 milhões de euros em quatro meses

O valor de créditos reclamados juntos da ESI e da Rioforte ascende a 7,3 mil milhões de euros. O valor ainda pode subir até Outubro de 2016, altura em que fecha o prazo para integrar as insolvências.

Ricardo Salgado, Ex-presidente do BES. Já não liderava o BES há três semanas. Oito dias antes, tinha sido alvo da primeira detenção e constituído arguido no Monte Branco. Ricardo Salgado já não era o Dono Disto Tudo quando o BES caiu. Assistiu, de longe, à erradicação do banco fundado pela sua família. Mas foi para Salgado que se dirigiram todos os dedos, apontando a maior fatia de responsabilidades pela queda do BES.
Bruno simão
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Continuam a aumentar as reclamações de crédito nas insolvências da Espírito Santo International e da Rioforte, empresas de topo do Grupo Espírito Santo. Entre Janeiro e Abril deste ano, o total das reclamações agravou-se em 500 milhões de euros.


A Rioforte, que era a sociedade do ramo não financeiro do GES, contava, no final de Abril, com mais de 1.300 declarações de credores, que ascendiam a mais de 3 mil milhões de euros. Números que comparam com as 1.200 reclamações a solicitar a devolução de 2,8 mil milhões de euros, recebidas a 31 de Dezembro de 2015.

 

O agravamento de 200 milhões de euros junta-se à subida em 300 milhões de euros do montante reivindicado junto da Espírito Santo International. Se em Dezembro, as 1.000 reclamações pediam 4 mil milhões de euros, as 1.100 queixas entradas até ao final de Abril colocaram o valor acima dos 4,3 mil milhões. Os titulares de papel comercial vendido aos balcões do Banco Espírito Santo estão entre os lesados pelas insolvências das empresas, à semelhança da Pharol, já que a antiga PT SGPS investiu 897 milhões de euros em papel comercial da Rioforte que nunca foi devolvido.

 

Os números relativos às duas maiores sociedades instrumentais do GES, revelados no terceiro relatório dos curadores das insolvências das companhias no Luxemburgo, poderão não ficar por aqui: as reclamações de crédito podem ser entregues até 31 de Outubro deste ano, como deu conta o Negócios. No documento, é explicado que o adiamento se deve à insolvência do Banque Privée Espírito Santo, que pertencia ao grupo encabeçado por Ricardo Salgado (como concluiu a comissão de inquérito), já que o liquidatário daquele banco na Suíça está ainda a definir as modalidades das declarações de dívida. Também no Privée foram comercializados títulos de dívida da ESI e da Rioforte que não foram devolvidos.

 

Os valores finais das empresas ainda não estão definidos, até porque há activos disponíveis para venda ou outros cuja alienação está suspensa devido ao arresto de bens determinado pela justiça portuguesa (casos da Herdade da Comporta e da empresa de imobiliário ES Property).

 

Em relação à ESI, as reclamações de 4,3 mil milhões de euros não são satisfeitas pelos bens depositados, que ascendem, ao câmbio actual, a 143,5 milhões de euros: é cerca de 3,3%. No caso da Rioforte, há 139 milhões de euros na posse da empresa (ainda que 28,6 milhões arrestados pela justiça) para compensar 3 mil milhões de euros em dívida, ou seja, pagam 4,6% dos créditos reivindicados.

 

Neste momento, os curadores das insolvências das duas empresas não conseguem fazer uma estimativa das eventuais recuperações, sublinham no documento. 

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