Banca & Finanças DBRS deixa "rating" do Novo Banco inalterado e mantém perspectiva negativa

DBRS deixa "rating" do Novo Banco inalterado e mantém perspectiva negativa

A agência de notação financeira canadiana DBRS manteve o "rating" do Novo Banco inalterado depois de divulgados os resultados relativos a 2015. A entidade liderada por Stock da Cunha fechou o ano com prejuízos de 980 milhões de euros.
DBRS deixa "rating" do Novo Banco inalterado e mantém perspectiva negativa
Negócios com Lusa 04 de março de 2016 às 17:16

Numa nota divulgada esta sexta-feira, a agência canadiana Dominion Bond Rating Service (DBRS) deixou inalterado o 'rating' de longo prazo do Novo Banco em CCC (alto), ou seja, num patamar de investimento especulativo (o chamado "lixo"), salientando que a fragilidade do financiamento e da posição de liquidez justificam a manutenção do 'outlook' (perspectiva) negativo - o que significa que a classificação pode vir a ser cortada.

Os resultados de 2015 "continuam a reflectir os desafios significativos que o banco está a enfrentar para recuperar a actividade, assim como os esforços da gestão para resolver questões relacionadas com o legado do Banco Espírito Santo (BES)", pode ler-se na nota divulgada.

"As perdas de 2015 estão fortemente associadas à dimensão das imparidades associadas a empréstimos, títulos e activos imobiliários, em grande parte relacionadas com as exposições herdadas do BES", acrescenta.

A DBRS assinala que o banco "melhorou os lucros antes de provisões e impostos" e reconhece que este "fez progressos significativos" quer ao nível do financiamento, quer na posição liquidez. No entanto, ressalva, ainda existem fragilidades.

Assim, para a DBRS, "o financiamento e a posição de liquidez permanecem frágeis com baixos níveis de confiança dos investidores", pelo que o 'outlook' (perspectiva) do Novo Banco continua "negativo".

O desempenho do Novo Banco reflecte também "alguns desafios enfrentados pelos seus pares num difícil ambiente de baixas taxas de juro e de lenta recuperação económica em Portugal".

A agência de notação financeira salienta ainda que "as acções do Banco de Portugal tomadas no final de 2015 impulsionaram o nível de capital regulatório do Novo Banco, mas a sua capitalização ainda permanece frágil".

A entidade liderada por Stock da Cunha divulgou a 24 de Fevereiro os resultados relativos a 2015, tendo fechado o ano com prejuízos de 980,6 milhões de euros. As contas do banco liderado por Stock da Cunha foram impactadas negativamente por provisões de 1.054 milhões de euros para crédito a clientes, títulos e imóveis e anulação de prejuízos fiscais.

 

A DBRS é uma das quatro agências de "rating" - a par da Standard & Poor's, Moody's e Fitch - cujas avaliações são consideradas pelo Banco Central Europeu ao aceitar activos como garantia no financiamento que dá aos bancos. 

 

A agência utiliza os termos ‘alto’ (high) e ‘baixo’ (low) nas suas notações, associados a letras. Esses termos correspondem aos sinais de ‘+’ e ‘-’ atribuídos pelas três maiores agências de rating e pela grande maioria das restantes agências.




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