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DBRS destaca banca nacional na redução do malparado, mas alerta sobre moratórias

A banca portuguesa reduziu o crédito malparado em 11% nos primeiros nove meses do ano, liderando as quedas na Europa, de acordo com uma análise da DBRS Morningstar.

Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 17 de Novembro de 2020 às 11:07
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Os bancos portugueses foram os que mais reduziram o rácio de crédito malparado este ano. A conclusão é da DBRS Morningstar após uma análise aos resultados de 38 instituições financeiras europeias. Ainda assim, a agência deixa um alerta: o nível de incumprimento está a ser travado pelas moratórias no crédito. 

De acordo com um relatório da DBRS Morningstar, a banca nacional registou uma queda de 11% do crédito malparado nos primeiros nove meses do ano, em comparação com o período homólogo, liderando nas descidas entre os bancos do Velho Continente. 

Já na comparação entre trimestres, o malparado recuou 6%, naquela que é também a descida mais acentuada entre os pares. 

Apesar desta redução do peso dos ativos tóxicos, o rácio de malparado continua a ser dos mais elevados em Portugal. "Notamos que, embora a redução de NPL [rácio de crédito malparado] tenha sido mais pronunciada na nossa amostra de bancos em Portugal  e, em menor extensão, em Itália e Espanha, estes países ainda registam níveis elevados de NPL e estão entre os mais elevados" na Europa, nota a DBRS. 

Além disso, os níveis de incumprimento mantém-se "artificialmente" baixos devido às medidas que foram adotadas pelos governos para apoiar as famílias e empresas penalizadas pela pandemia, refere. É o caso das moratórias no crédito, que permitem adiar o pagamento dos créditos junto da banca. 

"A qualidade dos ativos dos bancos europeus não registou uma deterioração significativa no terceiro trimestre, o que, na nossa perspetiva, reflete as moratórias e outras medidas de apoio implementadas pelos bancos, reguladores e governos para mitigar o impacto económico adverso da pandemia", refere a DBRS, notando que esta deterioração deverá ser mais visível a partir do quarto trimestre.


Em Portugal, as moratórias foram prolongadas até setembro de 2021. E o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já sinalizou que poderão ser novamente adiadas, ao afirmar que esta "é uma questão a repensar se a pandemia se prolongar". 

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