Banca & Finanças Deloitte deu prioridade a risco de crédito na auditoria forense ao Banif

Deloitte deu prioridade a risco de crédito na auditoria forense ao Banif

O "cumprimento dos procedimentos de análise de risco" e a "monitorização de risco de crédito" do Banif foram prioridades na auditoria entregue ao BdP em 2014 e onde não foram detectados indícios de práticas criminais.
Deloitte deu prioridade a risco de crédito na auditoria forense ao Banif
Miguel Baltazar
Lusa 31 de maio de 2016 às 15:07
A análise do risco dos créditos concedidos pelo Banif foi uma das prioridades da auditoria forense conduzida pela Deloitte sobre o período entre 2007 e 2012, revelou hoje um responsável da consultora.

O Banco de Portugal pediu à Deloitte uma "análise de conjunto" das "operações de concessão de crédito" do Banif, revelou na comissão parlamentar de inquérito do banco Joaquim Paulo, sócio da consultora.

O "cumprimento dos procedimentos de análise de risco" e a "monitorização de risco de crédito" do Banif foram prioridades da Deloitte na auditoria que o Banco de Portugal recebeu em 2014 e onde não foram detectados indícios de práticas criminais.

A auditoria detectou, contudo, irregularidades ao nível do controlo de créditos concedidos ao Banif e a empresas do grupo, como já havia reconhecido em Abril o governador do Banco de Portugal.

Ouvido então no parlamento, o governador Carlos Costa declarou que a auditoria da Deloitte deu origem a processos de contra-ordenação, mas não foram comunicados "indícios de práticas criminais".

"Não foram comunicados ao Ministério Público indícios de práticas criminais", sublinhou, na altura, Carlos Costa, que falava na comissão de inquérito ao Banif.

A auditoria em questão - elaborada pela Deloitte - falava em irregularidades nas operações feitas entre empresas ligadas ao Banif e "deu origem a processos de contra-ordenação", alguns ainda em curso, mas não houve comunicações ao Ministério Pública sobre eventuais actos criminosos.

Em 20 de Dezembro de 2015, o Governo e o Banco de Portugal anunciaram a resolução do Banif, com a venda de parte da actividade bancária ao Santander Totta, por 150 milhões de euros, e a transferência de outros activos - incluindo 'tóxicos' - para uma nova sociedade veículo.



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