Banca & Finanças Deputados adiam arranque das audições na comissão sobre a CGD

Deputados adiam arranque das audições na comissão sobre a CGD

Os deputados alertaram que caso a documentação pedida não chegasse ao Parlamento até esta sexta-feira iriam adiar o início das audições. Apesar de terem recebido a maioria dos documentos, consideram que é necessário mais tempo para analisá-los.
Deputados adiam arranque das audições na comissão sobre a CGD
Lusa
Rita Atalaia 08 de março de 2019 às 15:50

Os deputados decidiram adiar o arranque das audições na nova comissão parlamentar de inquérito à gestão da Caixa Geral de Depósitos (CGD) por uma semana. Os grupos parlamentares tinham determinado que os documentos pedidos teriam de chegar até esta sexta-feira. Apesar de a grande maioria da documentação estar agora nas suas mãos, consideram que não haverá tempo suficiente para analisá-la até à próxima semana, quando deveriam começar as audições. 

"Os deputados não têm tempo para tratar a informação em tempo útil" até à próxima semana, afirmou Luís Leite Ramos, presidente da comissão, ao Negócios, explicando que as audições vão ser adiadas pelo menos uma semana. 

Foi na reunião sobre a II Comissão Parlamentar de Inquérito à Recapitalização da Caixa Geral de Depósitos e à Gestão do Banco que decorreu esta quinta-feira que o deputado do PSD, Duarte Pacheco, relembrou que ainda não tinham chegado à comissão as atas da comissão executiva da Caixa, as atas de outros comités, como é o caso da Direção de Risco, ou os dossiês de crédito.

 

Isto além das atas do conselho de administração do Banco de Portugal onde foi deliberada a auditoria da EY à gestão da CGD. Este pedido foi feito na quarta-feira pelo CDS, revelou o presidente da comissão. Um documento que é necessário para a realização da audição ao atual governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, agendada para 13 de março. 

Para a próxima semana estava ainda agendada a audição da auditora EY, a 12 de março, e do antigo governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, a 14 de março. Estas deverão agora passar para a semana seguinte, adiando as outras audições que já estavam progamadas, nomeadamente do revisor oficial de contas do banco público, Manuel Oliveira Rego, o presidente do conselho de auditoria, Eduardo Paz Ferreira, o secretário-geral da Caixa, João Garcia Dias, e o presidente da comissão de auditoria do Banco de Portugal, João Costa Pinto.

 

Estes documentos "têm de chegar até amanhã [sexta-feira]", disse Duarte Pacheco na reunião de quinta-feira, defendendo que se isso não acontecer "será forçoso adiar as audições da próxima semana". Ou seja, da auditora EY, do atual governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, e do antigo governador, Vítor Constâncio. "Sem estes documentos não temos condições para começar."

 

Esta posição foi apoiada pelos outros partidos, nomeadamente pelo PS. João Paulo Correia afirmou que sem esta documentação "as audições da próxima semana ficam prejudicadas". Já Mariana Mortágua, do Bloco de Esquerda, considerou que é "preferivel fazermos audições em menos tempo, mas mais documentadas. Temos de esperar. É importante que façamos as audições em perfeitas condições".

 

Do lado do PCP, o deputado Paulo Sá disse que a proposta de adiamento era "muito pertinente", apesar de "haver a necessidade de avançar o quanto antes" com a nova comissão. "Mas também é verdade que para fazermos estas audições é preciso tempo para as preparar".




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