Banca & Finanças Derrocada do BES e do GES leva BESI a prejuízos de 138 milhões em 2014

Derrocada do BES e do GES leva BESI a prejuízos de 138 milhões em 2014

Apesar de ter melhorado o produto e reduzido os custos, o BESI apresentou contas negativas em 2014, as piores desde que Ricciardi está ao seu comando. O banco está, neste momento, em processo de transição do Novo Banco para a Haitong.
Derrocada do BES e do GES leva BESI a prejuízos de 138 milhões em 2014
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 30 de março de 2015 às 11:42

O BESI apresentou prejuízos de 138 milhões de euros, os maiores desde que José Maria Ricciardi está ao comando da instituição financeira, há mais de dez anos. A queda do Grupo Espírito Santo foi a grande responsável, mas não a única.

 

"O reconhecimento de imparidades e provisões, decorrentes dos ajustamentos efectuados na sequência do Asset Quality Review (AQR) do Banco Central Europeu, dos problemas financeiros do Grupo BES/GES e da elaboração do balanço de abertura do Novo Banco, determinaram os resultados negativos apurados", justifica a entidade num comunicado publicado no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários no sábado, dia 28 de Março.

 

O prejuízo de 138 milhões de euros justifica-se, sobretudo, pelo desempenho no segundo semestre do ano. Nos primeiros seis meses, o resultado líquido era ainda positivo, na ordem dos 2,5 milhões de euros. Aí, já havia imparidades de 89 milhões de euros a impedir maiores lucros. Contudo, na globalidade do ano, as provisões – cujo valor global não é identificado – foram maiores.

 

Assim, os resultados operacionais da unidade de investimento foram apurados nos primeiros seis meses de 2014: "num contexto de recuperação económica, tanto em Portugal como na Zona Euro, e de melhoria das condições de financiamento em Portugal, que culminou com a ‘saída limpa’ do programa de assistência financeira externa".

 

O produto bancário (equivalente às receitas) foi de 250 milhões de euros em todo o ano de 2014, um ganho de 1,2% face ao ano anterior. Já os custos decresceram 6,4% para se fixarem nos 161 milhões de euros. Assim, o resultado operacional (diferença entre o produto e os custos) fixou-se nos 89 milhões de euros, mais 18,5% do que no ano passado.

 

Ou seja, foram as imparidades e as provisões – o dinheiro que se teve de colocar de lado para se reconhecer perdas – que prejudicaram o desempenho da entidade presidida por Ricciardi, já que em termos operacionais até havia melhorado. Não são avançados valores para os rácios de solidez de capital.

 

De acordo com o documento, o BESI vai esta segunda-feira, 30 de Março, deliberar sobre os documentos de prestação de contas do ano passado.

 

O BESI está em processo de transição do Novo Banco para a sociedade de Hong Kong Haitong desde Dezembro passado, pendente de autorizações de reguladores, entre outros. A operação envolveu 379 milhões de euros.




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