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Despedimentos levam BCP a pedir ao Governo maior quota de subsídios

O BCP pediu formalmente ao Ministério da Economia e do Emprego que declare o banco como empresa em reestruturação e que preveja, expressamente, a possibilidade de ultrapassar as quotas legais de acesso ao subsídio de desemprego aos trabalhadores que rescindam o contrato, avança o Diário Económico.

Negócios negocios@negocios.pt 12 de Novembro de 2012 às 08:44
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Em causa está o plano do banco que prevê o corte de 600 postos de trabalho até ao final de 2013 através de rescisões amigáveis que contemplam indemnizações de 1,7 salários por cada ano de serviço.

No caso de o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, não aceitar a proposta do banco liderado por Nuno Amado, a administração já deu indicação aos sindicatos que assegurará o pagamento mensal de um montante equivalente ao subsídio de desemprego pelo período a que o trabalhador teria direito, revelou ao Diário Económico Rui Riso, presidente do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBIS).

Este pedido de levantamento de quotas de acesso ao subsídio de desemprego visa possibilitar a atribuição do subsídio de desemprego a mais de 80 colaboradores que rescindam os contratos com o banco (a lei prevê uma quota de 20% do quadro de pessoal de empresas com mais de 250 trabalhadores com um máximo de 80 colaboradores em cada triénio). A intenção foi transmitida pela administração do BCP aos sindicatos da Federação do Sector Financeiro (Febase) numa reunião onde foram explicadas as linhas gerais do processo de rescisões de contrato, onde a instituição liderada por Nuno Amado espera poupar anualmente 30 milhões em custos com pessoal.

O plano de rescisões foi anunciado, na semana passada, pelo presidente do BCP no dia em que apresentou prejuízos de 796,3 milhões de euros até Setembro, data em que contava com 9.866 trabalhadores "O banco comprometeu-se a assegurar o pagamento equivalente ao subsídio de desemprego, caso o Governo não aceite o pedido para ultrapassar as quotas", avança, ao mesmo jornal, Rui Riso que deu ainda conta de outras condições no plano de rescisões como indemnizações de 1,7 salários por cada ano de serviço, sendo considerada a remuneração mensal ilíquida (retribuição base, diuturnidades, complementos e isenção de horário). Um valor mais elevado do que os trabalhadores teriam direito em caso de despedimento colectivo.
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