Banca & Finanças Deutsche Bank estima perda de 1,5 mil milhões em receitas se fusão com Commerzbank avançar

Deutsche Bank estima perda de 1,5 mil milhões em receitas se fusão com Commerzbank avançar

O Deutsche Bank admite que a fusão com o Commerzbank poderá afastar clientes do banco resultante desta operação, o que resultaria em perdas entre mil milhões e 1,5 mil milhões de euros.
Deutsche Bank estima perda de 1,5 mil milhões em receitas se fusão com Commerzbank avançar
Bloomberg
Negócios 15 de abril de 2019 às 15:16
O Deutsche Bank estima que, a avançar, a fusão com o Commerzbank poderá gerar um impacto negativo de mil milhões a 1,5 mil milhões de euros em perdas de receitas provenientes de clientes que abandonarão o banco resultante desta operação. A informação é adiantada, esta segunda-feira, 15 de abril, pela Bloomberg, que cita fontes ligadas a este processo.

Este cálculo, admitem as mesmas fontes, será um fator determinante para os dois bancos decidirem se avançam com a fusão, que, como também já foi noticiado, poderá resultar no corte de até 10 mil postos de trabalho. Na prática, a perda de receitas e os custos de reestruturação do novo banco terão de ser compensados pela poupança de custos a prazo, que, para já, está estimada em 2,7 mil milhões de euros.

Passaram já cinco semanas desde que os dois bancos iniciaram negociações e o foco, de acordo com a Bloomberg, está agora no futuro da unidade de investimento do Deutsche Bank. O Commerzbank está a avaliar a abertura do seu concorrente para reestruturar esta área, enquanto os reguladores procuram determinar até que ponto um banco resultante desta operação iria apoiar a atividade numa unidade de valores mobiliários.

No centro das negociações está também a possibilidade de os dois bancos terem de recorrer a aumentos de capital para financiar a operação. Isto porque a fusão deverá levar a uma reavaliação de alguns dos ativos do Commerzbank, atualmente avaliados em 2,4 mil milhões de euros acima do seu valor de mercado.

A avançar, a operação terá ainda de receber luz verde de Bruxelas, o que, a concretizar-se, criaria o quarto maior banco europeu no que diz respeito aos ativos detidos. O governo alemão já se mostrou a esta operação, com o ministro das Finanças, Olaf Scholz, a assumir mesmo que a fusão contribuiria para criar um "campeão nacional" capaz de servir de estímulo ao setor exportador da Alemanha.



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