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Deutsche Bank corta remuneração da administração em 19%

O banco alemão reduziu a remuneração total paga ao seu conselho de administração relativa a 2011, depois de não ter alcançado os objectivos de lucro.

Andreia Major amajor@negocios.pt 20 de Março de 2012 às 10:59
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O Deutsche Bank, maior banco alemão, reduziu a remuneração ao seu conselho de administração em 19%, após não ter atingido o seu objectivo de lucro no ano passado.

Os sete membros do conselho de administração do banco receberam 26,4 milhões de euros de salário e prémios relativos a 2011, face aos 32,4 milhões de euros que receberam em 2010, quando o conselho era composto por oito membros, de acordo com as informações divulgadas pelo Deutsche Bank, citado pela Bloomberg.

As empresas financeiras de todo o mundo têm enfrentado pressão pública e política para limitarem as remunerações dos seus banqueiros, dado que os contribuintes foram obrigados a socorrer a indústria financeira durante a crise financeira.

O Deutsche Bank, que não necessitou de ajuda directa do Estado, anunciou em Outubro do ano passado o corte de 500 postos de trabalho no banco de investimento, com o objectivo de reduzir custos, dado que a regulamentação mais dura pesa sobre a rentabilidade.

A remuneração do CEO do Deutsche Bank, Josef Ackermann, foi quase inalterada, e o gestor recebeu 6,3 milhões de euros em 2011, de acordo com o relatório anual do banco, citado pela Bloomberg.

Anshu Jain, que gere o banco de investimento e irá assumir o lugar de co-CEO no final de Maio, auferiu 5,81 milhões de euros em 2011, abaixo dos 7,55 milhões de euros que recebeu no ano anterior.

Já Juergen Fitschen, que dirige o banco na Alemanha e se irá tornar co-CEO com Anshu Jain, recebeu 2,85 milhões de euros, face aos 2,99 milhões de euros que recebeu em 2010.

O conselho de administração perdeu um elemento quando Michael Cohrs, antigo co-director do banco de investimento, se reformou a 30 de Setembro de 2010.

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