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Deutsche Bank vende seguradora no Reino Unido por mil milhões de euros

O Deutsche Bank acordou a venda da sua unidade de seguros no Reino Unido, a Abbey Life Assurance, ao Phoenix Group Holdings, por 935 milhões de libras (cerca de 1,08 mil milhões de euros).

Bloomberg
Rita Faria afaria@negocios.pt 28 de Setembro de 2016 às 09:19
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"Este negócio atractivo ao nível do preço vai ao encontro precisamente das áreas de foco estratégico do Phoenix e os critérios de aquisição estabelecidos, ao mesmo tempo que aumenta significativamente a nossa geração de caixa e apoia um aumento adicional no nosso dividendo proposto", afirmou o CEO do Phoenix Group Clive Bannister numa declaração citada pela Bloomberg.

 

Esta operação está a ser bem recebida pelos investidores, numa altura em que o maior banco da Europa está sob pressão devido aos receios em torno da sua solidez financeira, depois de ter sido anunciado que os EUA aplicaram uma coima de cerca de 12,5 mil milhões de euros devido a processos relacionados com o subprime.

 

Esta semana tem sido negra para o Deutsche Bank que tem deslizado para mínimos históricos consecutivos. As acções do maior banco alemão atingiram esta terça-feira um novo mínimo histórico de 10,18 euros, depois de duas sessões em que os títulos estiveram sob forte pressão devido aos receios dos investidores em torno dos níveis de capital da instituição e da sua capacidade para enfrentar uma pesada multa da justiça norte-americana. Já esta quarta-feira, 28 de Setembro, depois do anúncio deste negócio e de declarações do presidente executivo do banco, as acções estão a subir 3,79% para 10,95 euros.

No fim-de-semana, a revista Focus avançou que a chanceler alemã teve um encontro com John Cryan, no verão, em que lhe terá dito  que Berlim não iria intervir na disputa legal que opõe o Deutsche Bank aos Estados Unidos.

 

De acordo com a mesma fonte, Merkel terá também descartado conceder uma ajuda estatal ao banco.

Em entrevista ao jornal alemão Bild, o CEO do banco, John Cryan, garantiu que a hipótese de realizar um aumento de capital não se coloca, neste momento, e que, em nenhuma ocasião, o banco pediu ajuda à chanceler alemã Angela Merkel.

 

Ao Bild, Cryan reiterou que o banco cortou riscos, tem capital suficiente e que as preocupações sobre os potenciais custos do litígio com as autoridades norte-americanas são exageradas. Os Estados Unidos pretendem multar a instituição em 14 mil milhões de dólares (12,5 mil milhões de euros) para encerrar um processo ligado aos créditos imobiliários de baixa qualidade ('subprime'), que provocaram a crise de 2008.  

  

A potencial coima de 14 mil milhões de dólares é mais do dobro da provisão de 5,5 mil milhões de euros que o banco alemão constituiu para fazer face estas questões legais.

 

"Ficou claro desde o início que não iríamos pagar esta quantia. O Departamento de Justiça irá tratar-nos com a mesma imparcialidade que tratou os bancos americanos que já acordaram um compromisso", concluiu Cryan.

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