Banca & Finanças Deutsche Bank volta às quedas à espera de acordo com os EUA

Deutsche Bank volta às quedas à espera de acordo com os EUA

As acções do Deutsche Bank estão a descer mais de 3% no mercado americano, numa altura em que se aguarda por desenvolvimentos em torno das negociações com o Departamento de Justiça sobre a coima aplicada ao banco alemão.
Deutsche Bank volta às quedas à espera de acordo com os EUA
reuters
Sara Antunes 03 de outubro de 2016 às 16:59

As acções do Deutsche Bank estão a descer 1,52% para 12,891 dólares, no mercado norte-americano, tendo chegado a perder quase 4% ao longo da sessão, num dia em que o mercado bolsista alemão está encerrado por ser feriado naquele país.

 

A queda das acções surge numa altura em que não há novidades sobre o valor da possível coima a aplicar ao banco, mas em que se espera que haja desenvolvimentos, coincidindo com a presença do presidente da instituição alemã em solo americano.


Em meados de Setembro foi revelado que o Departamento de Justiça dos EUA iria aplicar uma coima no valor de 14 mil milhões de dólares ao Deutsche Bank devido a processos relacionados com o subprime.


Este valor fez soar os alarmes e os investidores começaram a especular que a instituição financeira estaria numa situação frágil, sendo provável a necessidade de recapitalização, através de um aumento de capital, e eventualmente injecção de dinheiro através do Estado. Cenários que já foram negados quer pelo banco quer pelo Executivo liderado por Angela Merkel.

 

Na sexta-feira, 30 de Setembro, o presidente executivo banco escreveu uma carta aos funcionários da instituição realçando que o balanço do banco nunca foi "tão estável" nos últimos 20 anos.

 

E no final desse dia a imprensa internacional revelou que o Deutsche Bank e o Departamento de Justiça dos EUA estão em negociações e a coima poderá ser reduzida para menos de seis mil milhões de dólares.

 

Esta notícia ainda animou a negociação bolsista, mas esta segunda-feira os títulos do banco alemão estão a cair na praça americana, com os investidores a reflectirem a incerteza.

 

O presidente do banco encontra-se nos EUA, no âmbito das conferências do Banco Mundial, o que está a elevar a expectativa de que a instituição e o Departamento de Justiça norte-americano cheguem a um acordo muito em breve.




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