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Direitos do BES arrancam hoje negociação com preço teórico de 9,12 cêntimos

O arranque da negociação dos direitos de subscrição deverá pressionar em baixa a cotação das acções, já que os grandes accionistas do BES já comunicaram que vão reduzir a posição após o aumento de capital.

Bloomberg
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A partir desta terça-feira começam a ser negociados mais de 4 mil milhões de direitos de subscrição de novas acções do Banco Espírito Santo, no âmbito do aumento de capital de 1.045 milhões de euros que o banco está a realizar.

 

Tendo em conta a cotação de fecho das acções na sessão desta segunda-feira, os direitos partem para a bolsa com um valor teórico de 9,12 cêntimos, o que traduz uma queda de 3,3% quando comparado com a cotação teórica de 9,43 cêntimos de 22 de Maio, dia em que as acções do BES passaram a negociar em bolsa sem os direitos incorporados.

 

Os direitos vão ser transaccionados em bolsa até 3 de Junho, sendo que as expectativas dos analistas apontam para que as acções do banco sejam pressionadas em bolsa durante este período. Isto porque os accionistas que não pretendem participar no aumento de capital vão vender os direitos em bolsa e os maiores accionistas do banco, como a família Espírito Santo e o Credit Agricole já revelaram que vão reduzir posição no BES.  

 

"O cenário mantém-se negativo para o BES. A redução da participação de dois accionistas estratégicos poderá desmotivar os pequenos investidores e condicionar a subscrição de novos títulos. Por outro lado, a tendência de subida nas acções europeias deverá aumentar o interesse pelo PSI-20, o que poderá levar a uma correcção em alta do BES. Em termos técnicos, a acção do BES está fortemente sobrevendida, o que poderá motivar um ressalto", refere Steven Santos, gestor da XTB Portugal.

 

"Normalmente os investidores que têm acções, e não pretendem ir ao aumento de capital, tendem a vender os direitos de subscrição logo na abertura. Portanto, é natural que se verifique uma queda logo no início, o que acabará por arrastar a cotação das acções, mas não deixa de ser um comportamento habitual nestes casos", adianta Pedro Oliveira, da GoBulling. 

 

Com a negociação das acções e dos direitos em simultâneo na bolsa, os dois títulos deverão convergir, dado que à cotação das acções corresponde um valor dos direitos, e vice-versa. Uma situação que poderá abrir oportunidades de arbitragem caso se registe desequilíbrio entre a cotação dos dois títulos e que pressionará a cotação das acções, caso, tal como é expectável, ocorrer uma pressão vendedora nos direitos. O valor teórico dos direitos resulta da multiplicação da diferença entre a cotação das acções e o preço de subscrição do aumento de capital (0,65 euros), multiplicado por 0,4. O valor de 9,12 cêntimos para os direitos é apenas indicativo, já que a cotação destes títulos na abertura da sessão de hoje resultará da conjugação das ordens de compra e venda.

 

A cada acção que os accionistas do BES tinham em carteira até ao fecho da última quarta-feira foi atribuído um direito. Cada direito possibilita a subscrição de 0,4 novas acções, ou seja, por cada 2,5 direitos, o investidor poderá subscrever uma nova acção do banco liderado por Ricardo Salgado, além do pagamento de 0,65 euros por cada uma.

 

Os accionistas que receberam direitos e não pretendem subscrever novas acções devem vender os direitos em bolsa. Quem não é accionista e pretenda participar no aumento de capital, deve comprar estes direitos em bolsa.

 

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