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Durão Barroso atribui culpas ao Banco de Espanha pela crise financeira espanhola

O presidente da Comissão Europeia considera que na acção do banco central espanhol “houve importantes erros de supervisão” aquando da crise que abalou o sistema financeiro do país. Barroso garante que a União Europeia não teve responsabilidades.

Reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 16 de Junho de 2014 às 15:20
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Nas considerações tecidas, esta segunda-feira, durante uma conferência sobre a Europa na Universidade Internacional Menéndez Pelayo de Santander, o português que ainda preside à Comissão Europeia, Durão Barroso lamentou que, em Espanha, tenham existido "importantes erros de supervisão".

 

Depois de recordar que "a supervisão era nacional" Barroso, citado pelo espanhol ABC, deixou uma série de questões que ele próprio acabaria por se prontificar a responder.

 

"De quem é a responsabilidade da crise em Espanha? A bolha imobiliária é responsabilidade de Bruxelas? E a supervisão da banca? Perguntávamos a Espanha pela liquidez dos bancos, que suscitavam dúvidas nos mercados, e a resposta que nos era dada era a de que tudo estava perfeito", atirou o português que finaliza dentro de poucos meses o mandato enquanto líder da Comissão.

 

Apontando baterias ao Banco de Espanha, Durão Barroso afirmou ainda que as autoridades espanholas mantinham, junto de Bruxelas, que "o banco central espanhol era o melhor banco central do mundo, não o segundo, o primeiro", lamentou.

 

As afirmações de Durão Barroso decorrem da necessidade que Madrid sentiu, no Verão de 2012, de pedir um resgate financeiro ao sector da banca. A ajuda à banca espanhola ,que viria a ser negociada e acordada com as instituições europeias, acabaria por se revelar crucial no sentido em que o Governo de Rajoy conseguiu evitar, desta forma, pedir um resgate financeiro de âmbito alargado.

 

Dos 100.000 milhões de euros colocados à disposição pelo Eurogrupo às autoridades de Madrid, o Executivo de Rajoy acabou por recorrer a apenas 40% desse montante, num valor em torno dos 41,3 mil milhões de euros. No passado mês de Junho, Espanha anunciou que iria iniciar a devolução antecipada do referido resgate. 

 

Instado a comentar as responsabilidades dos líderes europeus, inclusive da chanceler alemã Angela Merkel, o português, desta feita citado pelo diário El Mundo, garantiu que "não foi a União Europeia que criou o problema, foram os Estados Unidos e países da União Europeia".

 

"É muito fácil atribuir as culpas a Bruxelas quando tudo se trata de esquizofrenia política", acrescentou Durão.

 

Por fim, o presidente da Comissão aproveitou para valorizar as reformas empreendidas pelo Governo do primeiro-ministro Mariano Rajoy, cujos "resultados são evidentes".

 

Nesse sentido, tendo como ponto de análise os recentes resultados da extrema-esquerda espanhola nas eleições para o Parlamento Europeu, Barroso aproveitou para evidenciar que "necessitamos uma reforma, não uma revolução". 

 

(Notícia actualizada às 14h48m)

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