Banca & Finanças Emigrantes recebem obrigações e depósitos a prazo do Novo Banco em Abril

Emigrantes recebem obrigações e depósitos a prazo do Novo Banco em Abril

Já há data para a liquidação dos veículos que tinham sido constituídos pelo BES e cujas acções preferenciais foram vendidas a clientes não residentes. Em Janeiro, começam as votações para alterar os estatutos dos veículos com vista à liquidação. A solução deve ser implementada em Abril.
Emigrantes recebem obrigações e depósitos a prazo do Novo Banco em Abril
Bloomberg
Alexandra Machado 23 de dezembro de 2015 às 11:36
A nova solução para os clientes não residentes que tinham acções preferenciais em três veículos - Poupança Plus, Top Renda e EuroAforro 8 - que tinham sido vendidas pelo BES ou subsidiárias deverá ser implementada em Abril do próximo ano, de acordo com o comunicado emitido esta quarta-feira, 23 de Dezembro, pelo Novo Banco.

De acordo com o comunicado, "é expectável que o processo de liquidação e a implementação da solução comercial (entrega das obrigações e constituição dos depósitos a prazo aplicáveis) seja concluído no prazo de três meses a contar da data de início da votação, isto é, no decorrer de Abril de 2016".

É que o início da votação da alteração dos estatutos com vista à liquidação destes veículos está já marcada para 12 de Janeiro de 2016. O período de votação de cada um dos veículos terminará no dia 2 de Fevereiro de 2016, até às 17:00 de Portugal Continental.

Houve 80% dos clientes que aceitaram a solução comercial do Novo Banco (que detêm 77% das acções preferenciais), o que se demonstra suficiente para garantir uma votação maioritária para a liquidação dos veículos. Será o Novo Banco a votar pelos clientes que aderiram à solução, pelo que estes não precisam de fazer nada para que isso aconteça. Já os que não aderiram à solução poderão, ainda, participar na votação e exercer a opção de liquidação, tendo, para isso, de entrar em contacto com o Novo Banco até 2 de Fevereiro.

Cerca de sete mil clientes detinham acções preferenciais desses veículos, vendidas pelo BES e subsidiárias a emigrantes. Perto de 5.600 clientes aceitaram a proposta do Novo Banco para resolver esta questão. Ou seja, tinham sido investidos cerca de 720 milhões de euros nestas acções preferenciais.

Estes veículos tinham sido montados pelo Crédit Suisse. Sem solução ficou o veículo EG Premium já que o banco suíço diz não ter sido responsável pela sua implementação. 

A solução passa pela entrega aos emigrantes de obrigações seniores do Novo Banco proporcionais ao número de acções preferenciais, podendo, de acordo com o valor em causa, ser constituídos depósitos do Novo Banco que permitam recuperar até 90% do capital inicialmente investido. 

Ao aceitarem esta solução, os clientes abdicaram de accionar judicialmente contra a instituição financeira liderada por Eduardo Stock da Cunha. 




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