Banca & Finanças "Era absolutamente impossível" impedir cartas conforto do BES à Venezuela

"Era absolutamente impossível" impedir cartas conforto do BES à Venezuela

Ricardo Salgado assinou com José Manuel Espírito Santo cartas conforto a uma sociedade venezuelana, que causou perdas ao BES. Rui Silveira afirma que não poderia travar a sua assinatura.
"Era absolutamente impossível" impedir cartas conforto do BES à Venezuela
Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro 22 de dezembro de 2014 às 19:12

"Era absolutamente impossível prevenir a emissão" das cartas conforto que Ricardo Salgado e José Manuel Espírito Santo assinaram à empresa PDVSA, a Petróleos da Venezuela, defendeu Rui Silveira, um dos administradores do BES.

 

"Quem é que pode evitar que duas pessoas", que eram administradoras executivas do BES, assinem cartas conforto, que garantiam a recompra dos títulos de dívida que a empresa teria adquirido à sociedade Espírito Santo International, do topo do Grupo Espírito Santo?, questionou-se Rui Silveira na audição desta segunda-feira, 22 de Dezembro, da comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do GES.

 

As cartas foram assinadas a 9 de Junho e pesaram em cerca de 300 milhões de euros nos resultados semestrais do BES, já que foi colocado dinheiro de lado para assegurar o seu cumprimento.

 

Silveira defendeu que foi o primeiro a denunciar tais cartas a 15 de Julho, dia em que a comissão executiva "tomou conhecimento, pela primeira vez, das cartas". Foi o gestor António Souto que mostrou as cartas, depois de recebê-las de João Alexandre Silva, o director-coordenador do BES que acompanhava a ligação a Venezuela.

 

Na sua intervenção, Rui Silveira afirmou que mostrou tal informação ao Banco de Portugal, tendo pedido esclarecimentos aos dois subscritores das cartas e a outros responsáveis do banco, como Amílcar Morais Pires, administrador financeiro, e Isabel Almeida, directora do departamento financeiro. 




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