Banca & Finanças Escândalo dos seguros custa mais de 50 mil milhões aos bancos britânicos

Escândalo dos seguros custa mais de 50 mil milhões aos bancos britânicos

Em 2011, os bancos esperavam que as despesas com o escândalo se ficassem pelos 8 mil milhões de libras.
Escândalo dos seguros custa mais de 50 mil milhões aos bancos britânicos
Bloomberg
Negócios com Bloomberg 10 de setembro de 2019 às 15:32

Já passaram quase três décadas desde que surgiu a primeira queixa no âmbito do escândalo de seguros que continua a abalar as contas da banca britânica. Segundo as contas da Bloomberg, as provisões para fazer face a este caso já ascendem aos 53,3 mil milhões de libras (59,7 mil milhões de euros).

Esta soma deixa de parte o HSBC, que ainda não divulgou os dados relativos ao terceiro trimestre. A quantia diz respeito a provisões para fazer face às indemnizações a clientes devido a comissões cobradas indevidamente na venda de seguros de crédito à habitação (PPI, na sigla em inglês). 

O custo por cliente é de cerca de 1.700 libras, de acordo com a Autoridade de Conduta Financeira. Em 2011, as estimativas do Deutsche Bank apontavam para um total de custos de apenas 8 mil milhões de libras.

Para ilustrar a dimensão dos ganhos que os PPI tiveram na altura, o diretor do think-tank financeiro New City Agenda explica à Bloomberg que "o produto era tão ridiculamente caro que mesmo que o cliente reclamasse o nível máximo, esta quantia mal cobriria o custo do seguro". Os lucros eram de tal dimensão que as instituições estavam preparadas para arriscar multas por má conduta de vendas, acusa a Autoridade de Conduta Financeira.

O primeiro caso remonta a 1990. Quando o caso chegou à imprensa, os bancos organizaram a sua defesa, mas em 2011 veio a decisão da justiça de que os clientes deveriam ser indemnizados. O primeiro banco a colocar de parte milhares de milhões foi o Lloyds, para depois a Associação de Bancos Britânicos acabar por deixar cair o pedido de recurso da decisão.




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