Banca & Finanças Escom nega corrupção nos submarinos e diz que nenhum político recebeu o que quer que fosse

Escom nega corrupção nos submarinos e diz que nenhum político recebeu o que quer que fosse

"Houve corrupção na Alemanha? Através da Escom não", garantiu um dos administradores da sociedade, que nega também qualquer acto de corrupção em Portugal.
Escom nega corrupção nos submarinos e diz que nenhum político recebeu o que quer que fosse
Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro 15 de janeiro de 2015 às 18:51

Luís Horta e Costa, administrador da Escom, negou qualquer corrupção no caso da assessoria que prestou ao consórcio alemão na compra de submarinos pelo Estado português. Se houve corrupção neste caso, seja na Alemanha seja em Portugal, não contou com o envolvimento desta empresa, maioritariamente nas mãos do Grupo Espírito Santo, defendeu.

 

"Houve corrupção na Alemanha? Através da Escom não. Se houve corrupção em Portugal, não ponho as mãos no fogo, que não conheço. Usando a Escom como veículo para esse tipo de prática, não", esclareceu Horta e Costa na audição da comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do GES.

 

Horta e Costa também negou, em resposta ao comunista Miguel Tiago, que qualquer político português tenha recebido algum dinheiro aquando da compra dos submarinos ao consórcio alemão em 2004/2005. "Nunca nenhum detentor de cargos políticos ou decisor nestes concursos em que nós, Escom, tenhamos tido intervenção, levou um tostão da Escom".

 

Os membros do conselho superior do GES receberam 5 milhões de euros de um prémio neste negócio. Também os três administradores da Escom (Hélder Bataglia, Ferreira Neto e o próprio Luís Horta e Costa) e um consultor (Miguel Horta e Costa) receberam um total de 16,5 milhões de euros. O processo de submarinos, onde se suspeitava do pagamento de comissões a políticos, foi arquivado. 




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