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Espírito Santo em Miami sob investigação de várias autoridades norte-americanas

O Espírito Santo Bank, Miami, está em processo de venda, fusão ou reorganização. Mas, neste momento, continua sob o olhar atento das autoridades norte-americanas, que aí continuam a fazer investigações.

Bloomberg
Negócios 16 de Setembro de 2014 às 16:00
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A unidade do Banco Espírito Santo de Miami, no estado da Florida, encontra-se sob investigação levada a cabo por várias entidades norte-americanas. O regulador do mercado de capitais (SEC), o organismo do Senado que assegura a confiança no mercado financeiro (FDIC), o regulador da banca da Florida e ainda uma organização de auto-regulação de Wall Street são os organismos que estão a levar a cabo tais investigações, de acordo com um artigo do norte-americano Wall Street Journal publicado esta terça-feira, 16 de Setembro.

 

O jornal norte-americano, que refere várias fontes da banca sem as identificar, sublinha que a questão central nestas investigações está relacionada com as ligações e negócios da unidade de Miami com a sucursal dos Espírito Santo no Panamá. Em Julho, a unidade do Espírito Santo Financial Group no Panamá passou a ser controlada pelo regulador do país, que invocou a necessidade de impedir a sua insolvência.


O presidente do banco de Miami, G. Frederick Reinhardt, declarou ao Wall Street Journal ter relatado às autoridades todas as transacções com a unidade de Panamá, no ano passado, altura em que as descobriu. Na semana passada, o Financial Times noticiou que o Banco Espírito Santo utilizou a unidade do Panamá para financiar a Espírito Santo International, uma estrutura de topo do Grupo Espírito Santo. 

 

"O banco do Panamá ligado aos Espírito Santo existia quase exclusivamente para adquirir dívida emitida pela ESI e as suas subsidiárias Rioforte e Espírito Santo Irmãos, de acordo com um relatório dos administradores do ES Bank", escreveu o diário britânico na sua edição electrónica de quinta-feira, 11 de Setembro. E será esse mais um ponto da investigação da unidade da Florida, hoje noticiada pelo Wall Street Journal. Cerca de 96% dos clientes do banco do Panamá eram personalidades ou entidades ligadas ao Grupo Espírito Santo. E o que se tem dito é que um dos esquemas de financiamento das sociedades do GES era a de vender dívida já emitida anteriormente em veículos diferentes.

 

Segundo o jornal, que cita os responsáveis da banca, a forma como os gestores de fortunas do banco de Miami conduziram os negócios com os clientes da unidade do Panamá terão violado as regras internas do banco de Miami. Podem, até, ter quebrado leis estaduais da Florida. O antigo presidente Jorge Leite Espírito Santo Silva é um dos nomes na gestão referidos pela investigação do jornal norte-americano.

 

Esta não é a primeira investigação referida pela imprensa norte-americana. Os supervisores norte-americanos já tinham estado no BES Miami em Julho. Já na altura se indicava que poderia estar relacionada com as operações feitas com a unidade no Panamá.

 

Segundo dados do WSJ, o banco opera no arranha-céu em Miami, gerindo fortunas e aplicações no imobiliário norte-americano. Em Junho, havia activos avaliados em 751 milhões de dólares (565 milhões de euros), tendo-se obtido lucros de 943 mil dólares (728 mil euros) no primeiro semestre.

 

O BES, actualmente um veículo financeiro que ficou com os activos tóxicos do anterior banco, tem a intenção de vender a unidade de Miami. Segundo um comunicado que já enviou à CMVM, "contratou a empresa FIG FIG Partners LLC como consultora financeira no âmbito da avaliação e estruturação de potencial transacção para alienação, fusão ou reorganização do Espirito Santo Bank, Miami, Florida". 

 

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