Banca & Finanças António Varela demite-se do Banco de Portugal

António Varela demite-se do Banco de Portugal

António Varela pediu a demissão da administração do Banco de Portugal, onde se encontra desde que saiu do Banif, em Setembro de 2014. O regulador confirma mas não avança com quaisquer motivos para a saída.
António Varela demite-se do Banco de Portugal

António Varela pediu a demissão da administração do Banco de Portugal, segundo confirmou o Negócios depois de a SIC avançar com a notícia. Não há ainda indicações sobre o que motivou a saída do administrador que, antes de ir para o regulador da banca, estava no Banif como representante do Estado. 

"O Banco de Portugal informa que o administrador Dr. António Varela transmitiu hoje ao conselho de administração a sua renúncia ao mandato de administrador do Banco de Portugal, apresentada pelo próprio ao Governo, nos termos previstos na lei", indica o comunicado oficial. Nada mais é dito, nomeadamente sobre os motivos da demissão e como vai a organização do regulador reagir à demissão. 

Varela era um dos membros do Conselho de Supervisão do Mecanismo Único de Supervisão (que reúne o Banco Central Europeu e as autoridades de supervisão nacionais da Zona Euro), lugar que fica vazio agora com o pedido de demissão. 

Na organização do Banco de Portugal, há um governador, dois vice-governadores e ainda três administradores. António Varela enquadra-se neste último leque desde que foi nomeado, em Setembro de 2014. Sai antes do final do mandato.


Antes de ir para o regulador, há ano e meio, Varela era administrador não executivo do Banif, cargo para o qual foi nomeado na sequência da injecção estatal de 1,1 mil milhões de euros estatais no arranque de 2013.

 

Esta posição de administrador do regulador que esteve antes num banco que acabou por ter de ser intervencionado (com custos directos de 2.255 milhões de euros) faz com que António Varela seja um nome unânime nas audições solicitadas por todos os partidos na comissão parlamentar de inquérito ao Banif.

O Banco de Portugal perde, assim, o homem-forte da supervisão prudencial. Esta é a parte do regulador do sector financeiro que se preocupa com o cumprimento de rácios do banco, acompanhando a actividade e trabalhando para que os incumprimentos sejam sancionados. 

(Notícia actualizada com mais informações às 15:41 com a confirmação do Banco de Portugal)




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