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Ex-CFO do BES não fala da Escom por segredo e por não ter responsabilidade

"A única coisa que sei é que [a Escom] era devedora do BES e do BES Angola. Mas isso é informação pública". Mais informações sobre a Escom, Amílcar Morais Pires não deu.

Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 11 de Dezembro de 2014 às 19:39
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Amílcar Morais Pires não quis falar da Escom na audição na comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do GES. E avançou duas razões para essa posição.

  

"A Escom está directa ou indirectamente em segredo de justiça", respondeu Morais Pires quando questionado pelo deputado comunista Miguel Tiago esta quinta-feira, 11 de Dezembro.

 

A Escom é a unidade angolana, com vários negócios como os diamantes, do Grupo Espírito Santo que deveria ter sido vendida a uma empresa alegadamente ligada à Sonangol mas que acabou por não ser alienada. É também ela que está ligada à assessoria que o GES fez à aquisição de submarinos pelo Estado português.

 

Mas o segredo de justiça – que Morais Pires invocou para não falar – não foi o único motivo avançado. "Não tinha responsabilidade fiduciária no GES". Morais Pires afirmou, por várias vezes, as entidades sobre as quais não tinha qualquer tutela e referiu que, acima do Banco Espírito Santo (ou seja, qualquer sociedade como o ESFG e empresas do ramo não financeiro ou de topo do GES) não eram da sua responsabilidade.

 

O antigo administrador financeiro do BES apenas deu duas indicações sobre a Escom: "A única coisa que sei é que era devedora do BES e do BES Angola. Mas isso é informação pública".

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