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Ex-presidente não sabe justificar aumento de necessidades do Banif em 12 meses

"Não sei explicar". É assim que Joaquim Marques dos Santos fala do ano de 2012, que começou com possíveis necessidades de 400 milhões e acabou com o banco a precisar de 1,1 mil milhões.

Bruno Simão
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 29 de Março de 2016 às 10:48
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No início de 2012, Joaquim Marques dos Santos, presidente da administração do Banif, admitia que o banco necessitava de uma ajuda de capitalização que poderia ascender a 400 milhões de euros. Na altura, estava disponível a linha da troika para a banca, aberta no âmbito do resgate a Portugal.

 

No final desse ano, já depois de Marques dos Santos ter saído da administração do Banif, foi acordado que o banco iria receber uma injecção de 1,1 mil milhões de euros estatais, que acabaram por ser injectados no início de 2013.

 

O que motivou esta diferença de 700 milhões de euros?, questionou o deputado socialista Eurico Brilhante Dias na audição desta terça-feira na comissão de inquérito ao Banif.

 

"Não sei explicar. Não estava lá, não sei. Certamente que haverá fundamentos, mas não espera que seja eu a fundamentar", declarou Joaquim Marques dos Santos nas suas respostas ao deputado.

 

Na audição, Joaquim Marques dos Santos afastou quaisquer responsabilidades após 2012, quando deixou de presidir à administração do banco, dizendo que só teve acesso a informações sobre a instituição pela comunicação social.

 

Marques dos Santos foi esta terça-feira, 29 de Março, a primeira personalidade a ser ouvida na comissão parlamentar de inquérito ao Banif, banco que recebeu uma injecção de 1,1 mil milhões de euros estatais em 2013 e, dois anos depois, foi alvo de uma medida de resolução, que custou mais 2.255 milhões de euros públicos e implicou a sua venda por 150 milhões ao Santander Totta.

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