Banca & Finanças Exposição do ESFG ao Grupo GES pode vir a ser superior a 2,35 mil milhões de euros

Exposição do ESFG ao Grupo GES pode vir a ser superior a 2,35 mil milhões de euros

Os pedidos de protecção de credores da Espírito Santo International e da Rioforte podem vir a ter um "impacto negativo" na exposição do ESFG àquelas sociedades. Como não se sabe qual, a empresa quer continuar suspensa de negociação.
Exposição do ESFG ao Grupo GES pode vir a ser superior a 2,35 mil milhões de euros
Diogo Cavaleiro 23 de julho de 2014 às 20:52

O Espírito Santo Financial Group, empresa que detém uma participação de 20,1% no Banco Espírito Santo, teme que a exposição a sociedades do Grupo Espírito Santo possa ser superior a 2,35 mil milhões de euros.


"O ESFG considera que os anúncios feitos em 18 de Julho e 22 de Julho respectivamente pela Espírito Santo International S.A. e pela Rioforte S.A. poderão vir a ter um impacto negativo na ESFG e subsidiárias que têm exposição ao Grupo GES", aponta a "holding" do grupo, em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

Já era conhecido que o ESFG era credor das sociedades do GES, que estão acima dele na hierarquia de empresas do grupo. A 3 de Julho, o ESFG informou que a exposição total chegava aos 2,35 mil milhões de euros. Um número que representou um agravamento resultante "da decisão que tinha sido tomada pelos seus corpos dirigentes de suportar o reembolso do papel comercial do Grupo GES detido por clientes de retalho das suas subsidiárias bancárias". O grupo optou por impor uma provisão de 700 milhões de euros, ordenada pelo Banco de Portugal, nas contas do ESFG e não do BES.

 

O que levou a que o ESFG fizesse uma nova comunicação a 23 de Julho? Entre 3 e 23 de Julho, houve dois outros factos relevantes. A Espírito Santo International, a 18 de Julho, pediu, no Luxemburgo, a gestão controlada, uma espécie de protecção de credores. "Gestão controlada, na lei do Luxemburgo, pode ser requisitada quando uma sociedade, que se encontra temporariamente numa situação difícil e sem perspectivas de cumprir as obrigações, considere que há perspectivas para poder continuar a exercer a sua actividade, e que a gestão controlada facilitaria uma recuperação ordenada dos seus activos tendo em vista os melhores interesses dos credores", explica o ESFG no comunicado.

 

A Espírito Santo International controla a Rioforte que controla o ESFG. E, além da ESI, também a Rioforte pediu a gestão controlada (ainda que esteja pendente de aprovação do tribunal luxemburguês).


Futuro incerto, suspensão mantém-se

 

Duas situações que colocam dúvidas quanto ao futuro do ESFG, nomeadamente ao nível de exposição que poderá estar em causa. 

 

Tal incerteza levou a "holding" a querer continuar suspensa da negociação, situação em que se encontra desde 10 de Julho. "A ESFG continua assim a requisitar a suspensão das suas acções até que se possa avaliar com mais precisão o impacto desta exposição ao Grupo GES".

 

As acções da empresa do GES estavam a negociar nos níveis mais baixos de sempre (1,185 euros) antes de pedirem a suspensão da negociação. O ESFG já foi expulso do principal índice da bolsa nacional, o PSI-20.

 

 

 

(Notícia actualizada com mais informações às 21h30)




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