Banca & Finanças Expresso: GES pagava avenças a políticos e tinha 2 milhões em notas em cofres

Expresso: GES pagava avenças a políticos e tinha 2 milhões em notas em cofres

O Ministério Público tem na sua posse uma lista com mais de uma centena de nomes a quem o GES pagava avenças. Há políticos, gestores, empresários e jornalistas.  
Expresso: GES pagava avenças a políticos e tinha 2 milhões em notas em cofres
Bruno simão
Negócios 23 de abril de 2016 às 17:18

A ES Enterprises, uma companhia do Grupo Espírito Santo que funcionava como "saco azul" do grupo que controlava o BES, pagou avenças a mais de uma centena de pessoas, entre as quais se encontram políticos, autarcas, funcionários públicos, gestores, empresários e jornalistas.

 

A notícia é avançada pelo Expresso na edição deste sábado, que dá conta que a lista que está na posse do Ministério Público, inscrita em papel timbrado, dispõe nomes e valores, alguns elevados, outros de pagamentos regulares, avenças mensais de poucos milhares de euros durante longos períodos de tempo.

 

De acordo com a mesma fonte, a ES Enterprises fez pagamentos durante mais de 20 anos que nunca foram conhecidos. Entre os beneficiários destes pagamentos terão estado também gestores do BES e da PT.

 

Há mais de um ano que o Ministério Público tem na sua posse esta lista de alegados pagamentos, que o jornal classifica de "explosiva". A ES Enterprises efectuava estes pagamentos através de contas em "offshores" dos beneficiários e em numerário em envelopes.

 

Cofres com 2 milhões de euros em notas

 

Na edição deste sábado, o Expresso dá ainda conta de outra noticia ligada ao Grupo Espírito Santo. A polícia encontrou maços de notas com o valor de 2 milhões de euros em cofres que pertenciam ao Conselho Superior do GES.

 

Parte do dinheiro (994 mil euros), que nunca foi reclamado, estava num cofre da casa onde se reunia o Conselho Superior, na Rua de São Bernardo. Noutro cofre na mesma rua, de uma agência do BIC, estavam os restantes 1,16 milhões de euros.

 

Este último tinha registado como locatários José Castella, Jorge Penedos e Mário Augusto Cardoso.

 

Segundo o jornal, nos cofres não há qualquer referência escrita a quem se destinavam os maços de notas.    

 




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