Banca & Finanças Família Espírito Santo fica com 20,1% do BES. Tem de manter posição devido a emissão de dívida de 2013

Família Espírito Santo fica com 20,1% do BES. Tem de manter posição devido a emissão de dívida de 2013

O banco japonês Nomura accionou uma cláusula que lhe permitiu adquirir 4,99% do Banco Espírito Santo. O ESFG desce a participação para um quinto do BES. Tem de manter 20% devido a uma emissão de obrigações feita em 2013.
Família Espírito Santo fica com 20,1% do BES. Tem de manter posição devido a emissão de dívida de 2013
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 14 de julho de 2014 às 10:47

A família Espírito Santo já tem pouco mais de um quinto do banco a que deu nome. Na sexta-feira, foi noticiado que o Nomura tinha accionado uma cláusula num contrato que lhe permitia adquirir, já, 4,99% do Banco Espírito Santo. A confirmação que a posição do ESFG desceu veio esta segunda-feira.

 

O Espírito Santo Financial Group, a "holding" através da qual a família tem a posição no BES, tem uma posição de 20,1% no BES, representada por 1.128.071.365 acções do seu capital social, segundo informou a empresa em comunicado emitido através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

 

No aumento de capital realizado pelo banco, que começa esta segunda-feira a ser liderado por Vítor Bento, o ESFG havia comprado alguns direitos para conseguir ficar com 25% do BES. Contudo, pediu um empréstimo ao banco Nomura para conseguir 100 milhões de euros que permitissem ficar com aquela participação. A garantia dada para esse crédito foi a posição correspondente a 4,99% do BES, como deu conta o Expresso Diário na passada sexta-feira. A queda abrupta das acções da instituição financeira na última semana terá levado o banco japonês a accionar a compra das acções, em vez de solicitar novos colaterais (reforçar a garantia anteriormente avançada).  

 

Esta segunda-feira, a "holding" familiar explica que a alienação da posição "foi feita para aumentar as receitas que permitem ao ESFG satisfazer as obrigações de pagamento" inscritas num compromisso assumido aquando do aumento de capital. Embora não seja dito, o compromisso será o realizado com o Nomura. Com esta venda, "a que se juntam outros determinados colaterais detidos pelo banco credor [Nomura]", deixa de haver obrigações inscritas nesse compromisso, que é extinto.

 

O ESFG deixa claro, no comunicado, que mantém a capacidade para manter as garantias que deu ao BES "relativamente a determinados instrumentos de dívida" detidos por clientes do banco.

 

No mesmo comunicado, é indicado que, da posição de 20,1% remanescente, cerca de 20% está sujeita a um compromisso que impede a venda, relacionado com a emissão de obrigações permutáveis em Novembro de 2013. Tal participação de 20,0% "tem de ser mantida".

 

Segundo a emissão de Novembro de 2013, as obrigações emitidas pelo ESFG eram permutáveis por 152.334.526 acções ordinárias do BES. "Segundo as condições das obrigações, o ESFG terá o direito de definir qualquer permuta ou totalmente em acções do BES, ou totalmente em dinheiro ou uma combinação de acções do BES e dinheiro".




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