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Famílias portuguesas "não contribuíram para o endividamento da economia"

Fernando Alexandre, um dos autores do livro "Poupança e Financiamento da Economia Portuguesa", colocou a "culpa" nas empresas e no Estado e disse que ninguém antecipou a dimensão da crise.

Este economista e professor na Universidade do Minho é um dos pontos de contacto de Rio com o passismo, já que no anterior Governo foi secretário de Estado da Administração Interna.
Bruno Simão/Negócios
Alexandra Noronha anoronha@negocios.pt 21 de Março de 2017 às 16:23
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As famílias portuguesas "não contribuíram para o endividamento da economia", sendo os principais "culpados" as empresas e o Estado. Esta é uma das conclusões do livro "Poupança e Financiamento da Economia Portuguesa", que foi esta tarde apresentado no Porto, por um dos autores, Fernando Alexandre (na foto). Apesar disso, a taxa de poupança em Portugal, no global, está muito abaixo do que acontece em outros países como a Alemanha, superior a 25%.

 

A redução da poupança, explicou o autor, está relacionada com o "aumento do Estado social" e expectativas do passado, que não tiveram em conta a gravidade da crise. Quanto ao endividamento das famílias, "que tem vindo a diminuir", é inferior a muitos países europeus, inclusivamente nórdicos. Em grande parte é para habituação e "desapareceu praticamente" para as famílias que têm em torno de 30 anos. Mas aumentou para famílias com mais idade. Os 10% de famílias que poupam a um ritmo superior são mais de 70% do total, salientou Fernando Alexandre.

 

No caso das empresas, o autor referiu que estão entre as "mais endividadas do mundo" e disse que uma das principais razões para isso é a elevada distribuição de dividendos.

 

O autor deu ainda o exemplo da cidade do Porto, que tem contas equilibradas como um "exemplo" também de poupança. No mesmo evento, Ricardo Valente, vereador da Câmara do Porto para a área do Desenvolvimento Económico e Social, adiantou que as contas da cidade, ainda não aprovadas, apontam para receitas de 270 milhões de euros, para uma despesa de 200 milhões. O valor de disponibilidades da autarquia é de 66 milhões face a dívidas de 33 milhões. O orçamento para 2017 é de 244 milhões de euros.
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