Banca & Finanças Faria de Oliveira: “Primeira prioridade dos bancos portugueses é assegurar os depósitos dos seus aforradores”

Faria de Oliveira: “Primeira prioridade dos bancos portugueses é assegurar os depósitos dos seus aforradores”

Presidente da APB assegura que os bancos portugueses estão com “balanços sólidos”. Após a reunião com a ministra das Finanças e o ministro da Economia, Faria de Oliveira diz que a banca “não concorda mas aceita” a nova contribuição que incide sobre o sector.
Faria de Oliveira: “Primeira prioridade dos bancos portugueses é assegurar os depósitos dos seus aforradores”
Bruno Simão/Negócios
Nuno Carregueiro 01 de novembro de 2013 às 20:27

Faria de Oliveira, presidente da APB - Associação Portuguesa de Bancos assegurou esta sexta-feira, após reunião com membros do Governo, que os bancos portugueses estão “sólidos” e bem preparados para os testes de stress que vão decorrer no próximo ano.

 

As “inspecções regulares e exigências cada vez maiores” por parte do Banco de Portugal permitem considerar que bancos estão com “balaços sólidos” e um nível de capital permitirá “absorver os prejuízos”, afirmou Faria de Oliveira em declarações aos jornalistas após o encontro com Maria Luís Albuquerque e Pires de Lima, que se realizou no Ministério das Finanças e serviu para fazer um ponto de situação do sector.

 

Faria de Oliveira salientou que a banca portuguesa trabalha “para ter a confiança dos depositantes”.

 

A “primeira prioridade dos bancos portugueses é assegurar os depósitos dos seus aforradores. Será sempre primeira prioridade”, disse o responsável, lembrando que no âmbito da nova legislação para lidar com bancos em dificuldades, “fomos os primeiros a defender que os depositantes não deveriam fazer parte das entidades eventualmente a ser chamadas para transformar activos em capital”.

 

Sobre a contribuição especial pedida ao sector bancário, que está incluída no Orçamento do Estado para 2014, Faria de Oliveira lembrou que a banca portuguesa está a trabalhar “situação de desvantagem” face a outros bancos europeus, “com muitas penalizações de vária ordem, que se repercutem no custo de crédito” a suportar pelos clientes bancários. O Governo considera a contribuição “importante”, a “banca não concorda mas aceita”.

 

Faria de Oliveira diz que foi dada a conhecer ao Governo a recente evolução do crédito concedido e o seu preço, “sendo notório que em relação às boas empresas, tem havido uma descida das taxas de juro” cobradas.

 

Os banqueiros tiveram ainda a oportunidade de manifestar “preocupações” ao nível da regulação, com a entrada em vigor das regras de Basileia III, “principalmente em relação aos activos que são elegíveis” para os rácios de capital.

 

A banca portuguesa pretende que haja um “tratamento idêntico” por parte de todos os estados membros aos seus bancos, tendo apontando algumas “discricionariedades” que “podem colocar em desvantagem” a banca portuguesa.

 

Sobre os novos certificados do tesouro, que o Estado está a comercializar desde ontem, Faria de Oliveira não quis fazer comentários. 




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