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Faria de Oliveira classifica adiamento da venda do Novo Banco como "correcto"

O presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB), Faria de Oliveira, considerou o adiamento da venda do Novo Banco por parte do Banco de Portugal como "correcto", uma vez que as propostas não foram "satisfatórias".

Paulo Duarte/Negócios
Lusa 23 de Setembro de 2015 às 14:03
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"A Autoridade de Resolução e o Fundo de Resolução é que têm o conhecimento exacto das propostas apresentadas", pelo que ao considerarem que estas "não eram satisfatórias", a decisão do Banco de Portugal "em adiar o processo parece-me correta", embora existam ainda "algumas incertezas", afirmou Fernando Faria de Oliveira, em declarações à Lusa à margem da conferência 'Corporate Governance: nomeação para os órgãos de gestão', a decorrer em Lisboa. 

 

Questionado se a suspensão da venda do Novo Banco poderia ter um forte impacto nos rácios de solvabilidade dos bancos portugueses, o presidente da APB frisou que, em matéria de solvabilidade, "existe essa preocupação desde o início".

 

Faria de Oliveira relembrou que todos sabem "que o processo de resolução tem implicações, na medida em que o Fundo de Resolução, sendo público é financiado com contribuições dos bancos com impactos que podem ser de maior ou menor dimensão".

 

Assim, do ponto de vista da associação, "importava que o processo decorresse de tal maneira que se minimizassem os custos para os bancos", pelo que Faria de Oliveira continuará a considerar "extremamente importante" o impacto, da mesma maneira que será importante "preservar a instituição [Novo Banco] que é de relevância no sistema bancário português".

 

No dia 15 de Setembro, o Banco de Portugal interrompeu o procedimento de venda do Novo Banco e anunciou que vai começar a preparar uma nova operação de alienação do banco.

 

O Banco de Portugal recusou as três propostas vinculativas: a dos chineses da Anbang, a dos chineses da Fosun e a dos norte-americanos da Apollo.

 

"É intenção do Banco de Portugal retomar o processo de venda depois de serem removidos os principais factores de incerteza relativos ao Novo Banco", disse a instituição em comunicado, um procedimento que, segundo fontes próximas do processo, deverá ser lançado no final de 2015 ou início de 2016, embora os prazos da nova operação estejam em aberto.

 

Também o novo formato do modelo de venda não está definido e a única certeza que parece existir é que não seguirá o modelo anterior.

 

Segundo fontes próximas do processo, o novo procedimento de venda poderá ser feito em várias fases, poderá não passar por uma venda de 100% do capital, poderá passar por operações que combinem dispersão em bolsa com a entrada de accionistas qualificados, entre outras, podendo concorrer quem já participou no primeiro procedimento de venda, como novos interessados.

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