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Faria de Oliveira: Caso "BES é deplorável, chocante e cria um dano reputacional enorme” para a banca

O presidente da APB considera que o que aconteceu com o BES foi “chocante e criou um dano reputacional enorme” para o sector. Faria de Oliveira, em entrevista à Rádio Renascença, disse ainda que a sua relação com Ricardo Salgado era "de natureza profissional”.

Paulo Duarte/Negócios
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 12 de Novembro de 2014 às 11:33
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Faria de Oliveira, presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB) em entrevista à Rádio Renascença (RR), defendeu que, o que aconteceu com o BES - que levou a uma intervenção do Banco de Portugal - "é simplesmente deplorável, chocante e cria um dano reputacional enorme para o conjunto do sector bancário".

 

"Os outros bancos, que têm feito um trabalho notável face às dificuldades que têm vindo a acontecer por força da crise financeira que vivemos, acabam por ser machucados por força desse comportamento que não se esperaria de todo", acrescentou durante a entrevista ao programa Terça à noite da RR.

 

O antigo presidente da Caixa Geral de Depósitos afirmou ainda não conhecer os dados da auditoria forense realizada ao BES, com excepção daquilo que foi já avançado pelos órgãos de comunicação sociais. Ainda assim, assinala que "estas fugas de informação não ajudam em nada a tornar um ambiente de aprofundamento com vista ao apuramento de responsabilidades".

 

Quanto à sua relação com o antigo presidente do BES, Ricardo Salgado, Faria de Oliveira defende que era um relacionamento de ordem profissional. "As minhas relações com o doutor Ricardo Salgado foram iminentemente relações de natureza profissional, de colegas no âmbito da direcção da APB. No entanto, assume que "não voltou" a falar com Salgado desde o colapso do BES, no Verão deste ano. Mas quando questionado sobre o que perguntava ao antigo líder do BES se tivesse oportunidade, Faria de Oliveira não esconde que "tentaria perceber muitas coisas que são difíceis neste momento de entender".

 

"O que se passou basicamente foi uma verdadeira ocultação de dados, de elementos, eventualmente manipulações, mas não de conhecimentos generalizados que conduziram a esta situação. E fundamentalmente [o que se passou foi] uma, chamemos-lhe, promiscuidade nas relações do grupo que se tornou relativamente evidente em algumas situações, o que conduziu a que o banco acabasse por ser contaminado".

 

Estado resgatar a PT? "Estamos numa fase em que não se justifica"

 

Além do BES, a situação da PT foi também abordada na entrevista à Rádio Renascença. Quando questionado sobre se o Estado deveria resgatar a empresa, Faria de Oliveira apontou que "neste momento, ainda estamos numa fase em que não se justifica nenhum tipo de intervenção".

 

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