Banca & Finanças Faria de Oliveira: Solução para o Fundo de Resolução “era essencial para a estabilidade do sector”

Faria de Oliveira: Solução para o Fundo de Resolução “era essencial para a estabilidade do sector”

Os banqueiros aplaudem a solução encontrada para o Fundo de Resolução, até por ter sido “preconizada pelo sector”. O prolongamento do prazo dos empréstimos “era essencial para a preservação da estabilidade” da banca, defende Faria de Oliveira.
Faria de Oliveira: Solução para o Fundo de Resolução “era essencial para a estabilidade do sector”
Miguel Baltazar
Maria João Gago 29 de setembro de 2016 às 18:39

A solução acordada entre o Governo e o Fundo de Resolução, que permite aos bancos pagarem em 30 anos os custos relacionados com as intervenções no BES e no Banif, "era essencial para a preservação da estabilidade do sector", defende Fernando Faria de Oliveira, presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB).

 

O representante dos banqueiros portugueses aplaude o entendimento alcançado, até porque "corresponde, em larga medida, à preconizada pelo sector", sublinha Faria de Oliveira, em declarações escritas ao Negócios, em reacção ao acordo para estender por um período que pode chegar até 30 anos o prazo para o Fundo de Resolução liquidar os empréstimos contraídos junto do Estado e dos bancos.

 

Para o líder da APB, era necessário "o financiamento do Fundo de Resolução num período de tempo alargado que permita um tecto adequado para as prestações anuais (contribuições ordinárias e imposto sobre a banca, excluindo qualquer contribuição extraordinária)".

 

O alargamento do prazo dos empréstimos significa manter o esforço de contribuição dos bancos para o Fundo "ao nível actual", como revelou o Ministério das Finanças, em comunicado divulgado esta quarta-feira, 28 de Setembro. Ficou afastada a possibilidade de os bancos virem a fazer contribuições extraordinárias para aquele mecanismo.

 

Apesar de aplaudir a solução acordada, Faria de Oliveira não deixa de sublinhar que a banca está a viver um cenário em que "tem de suportar a pesada factura da resolução de duas das oito maiores instituições financeiras do país, o BES e o Banif. Relativamente à primeira intervenção, o representante dos banqueiros recorda que "se tratou de uma medida de resolução – sem precedentes e pioneira num estado-membro – de um banco de importância sistémica a nível nacional, questionada pelo sector na altura."



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