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Félix Morgado não se compromete com remuneração às unidades de participação

A entrada no PSI-20 vai trazer vantagens às unidades de participação do fundo do Montepio, admite o presidente da caixa económica. Também vai trazer responsabilidades. Mas não há certezas sobre quando vão dar retorno.

Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 18 de Março de 2016 às 11:00
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Esta sexta-feira, 18 de Março, é a última sexta-feira em que as unidades de participação do fundo do Montepio negoceiam fora do PSI-20. Na segunda-feira, 21, vão integrar o principal índice da bolsa portuguesa. Mas, ao contrário da visibilidade trazida por estarem na maior montra do mercado bolsista nacional, ainda não é claro quando terão retorno.

 

Questionado pelo Negócios sobre quando haverá remunerações para os detentores destas unidades de participação, José Félix Morgado, o presidente executivo do Montepio, não deixa certezas: "O plano estratégico aponta para a retoma de um patamar positivo de rentabilidade tão breve quanto possível. Isso poderá ocorrer – mas não me quero comprometer com datas porque [também] depende de factores externos – num prazo curto".

 

Os primeiros 200 milhões de unidades de participação foram para a bolsa em 2013. No ano passado, foram subscritos mais 200 milhões destas unidades, todas elas nas mãos da Associação Mutualistas, mas que neste momento já foram admitidas à negociação, o que quer dizer que 400 milhões de unidades podem trocar de mãos.


Estes títulos, ao contrários das acções, não dão direito de voto na caixa económica (não aprovam, por exemplo, o presidente da instituição) e, até ao momento, nunca deram um retorno aos seus titulares. Desde 2013 que o Montepio apresenta prejuízos e, em 2015, tal voltou a acontecer com um resultado líquido negativo de 243 milhões de euros. E não é certo que haja lucros em 2016.

 

Estes títulos, que entraram no mercado a valer 1 euro, fecharam a cotar nos 58,1 cêntimos esta quinta-feira.

 

Sobre a entrada no PSI-20, decidida pela Euronext, a gestora da bolsa de Lisboa, José Félix Morgado ressalva que é algo que não depende do Montepio mas vê pontos positivos. "Acho que esta integração tem como vantagens conceder uma maior liquidez ao título. Tem também como faceta positiva uma maior atractividade em termos de investimento".

 

"Da nossa parte, [traz] uma responsabilidade acrescida em termos de governo de sociedade", admite o antigo presidente da Inapa. 

Já os analistas ouvidos pelo Negócios há uma semana assinalaram que é um título com pouco interesse para investir.

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