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Fernandes Thomaz: "Há uma reorientação de crédito para outros sectores além do imobiliário e da construção"

Nuno Fernandes Thomaz, administrador da Caixa Geral de Depósitos, voltou hoje a frisar que não há nenhum "credit crunch" em Portugal, e que na CGD "não há escassez de crédito". O gestor disse que para as boas empresas há dinheiro, e que os sectores não transaccionáveis deixaram de ser uma prioridade na atribuição de financiamento.

João Carlos Malta joaomalta@negocios.pt 20 de Março de 2012 às 15:33
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"Não há escassez de crédito na CGD, há um processo mais rigoroso na atribuição. Há uma reorientação de crédito para outros sectores além do imobiliário e da construção. Vamos reorientar o crédito para o sector transaccionável e produtivo", sustentou Fernandes Thomaz.

Em jeito de "slogan", o gestor bancário defendeu que a "Caixa mexe no país e faz o país mexer", desafiando as boas empresas a procurarem a CGD para encontrarem crédito. "Quem tiver bons negócios vá à Caixa", acrescentou, apontando como objectivo o crescimento na concessão de crédito a PME. "O nosso rácio de transformação [quociente entre o crédito líquido a clientes e os depósitos] é muito aceitável", apontou.

O gestor com a área a do retalho no banco público disse ainda achar "estranhíssimos" os números que dão conta de que o crédito é mais caro em Portugal do que na Grécia, justificando a estranheza com a falta de confiança nos números gregos. Ainda assim, defende que o "pricing" a pagar pelo crédito tem de estar ajustado ao risco da empresa.

"O preço é ajustado ao risco, uma boa empresa tem um bom "pricing", uma má empresa se tiver crédito vai sair mais caro. Não subsidiamos empresas, financiamos empresas", rematou.



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