Banca & Finanças Fernando Ulrich: Garantia de Angola mostrava que "se nada fosse feito, estoiravam" o BES e o BESA

Fernando Ulrich: Garantia de Angola mostrava que "se nada fosse feito, estoiravam" o BES e o BESA

O aval do presidente de Angola aos créditos do BESA "permitiu ganhar tempo", defende Fernando Ulrich. O presidente do BPI considera que quando a garantia foi dada ficou claro que, "se nada fosse feito, estoiravam os dois, o BESA e o BES".
Fernando Ulrich: Garantia de Angola mostrava que "se nada fosse feito, estoiravam" o BES e o BESA
Pedro Elias/Negócios

"A sensação que tive desde o primeiro momento era que, se nada fosse feito, estoiravam os dois, o BESA e o BES", respondeu Fernando Ulrich quando questionado pelo deputado do PCP sobre a garantia que o presidente de Angola deu a créditos do BES Angola.

 

"Foi criada uma solução, que foi a da garantia. Que tinha como principal objectivo ganhar tempo. Estou a ser especulativo. E permitiu ganhar tempo. Nem o BES nem o BESA estoiraram com as contas do final de 2013", defendeu o presidente do BPI.

 

Para o banqueiro, o aval de José Eduardo dos Santos, "permitiu que a solução fosse a da resolução do BES. E as autoridades angolanas observaram, tiraram as suas ilações da solução portuguesa e adoptaram uma solução que é bastante parecida. Parece-me razoável que um empréstimo feito por um accionista maioritário seja equivalente a um empréstimo subordinado", referiu Ulrich, mostrando compreensão pelo facto de Angola ter decidido impor uma perda de 80% ao crédito de 3.300 milhões de euros que o BES dera ao BESA.

 

O presidente do BPI esclareceu ainda que "nunca teve dificuldades com as autoridades angolanas para que o BFA [banco do BPI em angola] fosse gerido como o conselho de administração pretende. O Banco Nacional de Angola (BNA) faz bem o seu trabalho", elogiou.




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