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Fim das obrigações garantidas do BCP e Banif é positiva mas insuficiente para subir em bolsa

As acções do Banif e do BCP acompanham a tendência negativa de toda a Europa, apesar de ontem terem anunciado que já não têm quaisquer obrigações garantidas pelo Estado, que estavam associadas a maiores custos.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 02 de Outubro de 2014 às 12:20

O Banco Comercial Português e o Banif deixaram de ter obrigações garantidas pelo Estado. Uma notícia elogiada pelos analistas, que sublinham que os bancos conseguem assim reduzir os custos e mostrar alguma robustez. Contudo, as movimentações dos dois bancos vão em sentidos contrários na manhã desta quinta-feira, 2 de Outubro. E nenhum regista fortes ganhos.

 

As acções do BCP estão a ceder terreno 1,63% para 10,29 cêntimos, tendo já recuado 2%. A justificação, diz Steven Santos da XTB Portugal, é a de que os títulos tinham sido fortemente comprados na sessão de ontem, dia em que o banco somou 1%. O BCP acompanha a evolução do índice da Bolsa de Lisboa e também da Europa.

 

Para os analistas da unidade de investimento do BPI, é "positivo", ainda que "já esperado" que o banco sob o comando de Nuno Amado tenha recomprado obrigações garantidas pelo Estado no valor de 2.250 milhões de euros, ficando sem estes instrumentos financeiros. "Já estávamos à espera deste cancelamento, tendo em conta que os custos da garantia estatal, que alcançaram os 60 milhões de euros em 2013", comenta o BPI Equity Research.

 

"Estes instrumentos foram emitidos e permaneceram no banco para alargar a carteira de activos elegíveis como colaterais junto do Banco Central Europeu mas, à vista dos últimos desenvolvimentos nos mercados financeiros, o banco já não precisa de enfrentar estes custos", acrescentam os especialistas do BPI na nota de "research" desta manhã.

 

É nesse sentido que também fala o analista André Rodrigues, do Caixa BI: "A operação de recompra agora anunciada deve ser vista como lógica face à evolução da posição de liquidez do sistema financeiro nacional". "No final de Junho de 2014, o BCP apresentava cerca de 18,6 mil milhões de euros de activos elegíveis para desconto junto do banco central, dos quais 10 mil milhões não utilizados", especifica. Ou seja, deixou de pagar as comissões associadas a estas obrigações em que o Estado era, na prática, o fiador, porque não precisava já daquele dinheiro para se poder financiar.

 

Banif inalterado depois de subir 3%

 

Boas notícias que, contudo, não garantem os ganhos esta manhã na Bolsa de Lisboa. O mesmo acontece com o Banif que, embora tenha já somado 3%, segue agora inalterado nos 0,79 cêntimos.

 

Ontem, o banco liderado por Jorge Tomé anunciou ter cancelado "o valor remanescente dos empréstimos obrigacionistas garantidos pela República Portuguesa, no montante de 595 milhões de euros com data de vencimento em Dezembro de 2014 - 500 milhões de euros respeitantes ao Banif, e 95 milhões de euros respeitantes ao Banif-Banco de Investimento". "O Banif mostra alguma robustez financeira e consegue reduzir os seus encargos financeiros", comenta o gestor da XTB Portugal.

 

Na banca no PSI-20, conta-se ainda o BPI, a ceder 2,09% para 1,596 euros, uma tendência negativa que se sente num dia em que o Negócios escreve que a banca está preocupada com a recente evolução das taxas interbancárias Euribor

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

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