Banca & Finanças Finanças esperam solução para a Caixa “a curto prazo”

Finanças esperam solução para a Caixa “a curto prazo”

O Ministério das Finanças espera que a solução para a CGD seja concretizada “a curto prazo”. Em comunicado, o gabinete de Mário Centeno desvaloriza as cartas sobre a CGD que têm vindo a público, por reproduzirem “recomendações que o actual Governo tem ponderado e corrigido ao longo do tempo”.
Finanças esperam solução para a Caixa “a curto prazo”
Miguel Baltazar
Maria João Gago 19 de julho de 2016 às 17:55

O Governo espera que a solução para a capitalização e a nomeação de uma nova gestão para a Caixa Geral de Depósitos seja concretizada "a curto prazo". A expectativa é afirmada pelo Ministério das Finanças, num comunicado emitido a propósito da divulgação da carta do Banco Central Europeu ao banco do Estado, dada a conhecer pelo comentador Marques Mendes, e da missiva em que José de Matos renuncia à presidência do banco do Estado.

 

"Neste momento o Governo faz nota da evolução muito positiva nas negociações com as autoridades europeias no sentido da concretização, a curto prazo, daquela que será a solução e o garante da estabilidade que uma instituição como a CGD exige", refere a nota do gabinete de Mário Centeno.

 

As Finanças desvalorizam ainda o conteúdo das duas cartas, considerando-as datadas. As missivas "correspondem a momentos específicos das negociações, tanto com a actual administração, como com as instituições europeias e reflectem o processo de supervisão em curso já há bastantes meses".

 

Por outro lado, a nota avisa ainda que, "numa fase de negociações constantes como a que tem ocorrido, esta troca de informação não retrata o enquadramento de todo o processo e reproduz recomendações que o actual Governo tem ponderado e corrigido ao longo do tempo".

Na carta enviada pelo BCE à actual administração da Caixa, que Marques Mendes mostrou na SIC e que o Negócios publica esta terça-feira, é recomendado que o banco do Estado não tenha mais de 15 administradores e que as funções de "chairman" e CEO sejam assumidos por pessoas diferentes. Sugestões que, como o Negócios noticiou a 15 de Junho, o Governo não acatou.

 

Já a missiva em que José de Matos renúncia ao cargo de presidente do banco recorda que há sete meses que o Governo tem na sua posse um plano para capitalizar a Caixa sem recurso a fundos públicos, como a TSF avançou em primeira mão.

 

No comunicado emitido esta terça-feira, as Finanças relativizam o conteúdo destas cartas e sublinham que "o Governo dialoga diariamente acerca do plano de capitalização com as autoridades europeias". O gabinete de Mário Centeno defende ainda que "a mudança de conselho de administração da CGD deve ser entendida como um processo normal na vida da instituição". Até porque "o Governo encontra-se a trabalhar no novo projecto para a instituição com o novo conselho a nomear e identificou a necessidade de uma auditoria externa para a avaliação dos activos e necessidades de capital".



(Notícia actualizada às 18:05)




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