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Finanças sobre papel comercial: "Houve progressos" mas ainda há reuniões pela frente

A solução para o papel comercial do GES vendido no BES ainda vai demorar a ser implementada. Haverá ainda reuniões para concretizar. O Ministério das Finanças ainda estuda formas de não haver impacto no défice.

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Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 11 de Agosto de 2016 às 16:35
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O Ministério das Finanças admite que já se percorreu um caminho para concretizar a solução para clientes do antigo Banco Espírito Santo, agora Novo Banco, com papel comercial de sociedades do GES. Mas ainda não há nada fechado. A luz verde, anunciada pelo presidente da associação de "lesados", é para se trabalhar no mecanismo de reembolso. Falta, depois, avançar a forma de o concretizar.

 

"Houve progressos e terão lugar novas reuniões em breve", afirmou ao Negócios o gabinete de imprensa do Ministério das Finanças, quando questionada sobre as declarações de Ricardo Ângelo, o presidente da AIEPC (Associação de Indignados e Enganados do Papel Comercial).

 

À Lusa, no final de uma reunião que voltou a reunir os signatários do memorando promovido pelo Governo (através do amigo de António Costa Diogo Lacerda Machado), Ricardo Ângelo assumiu que o Governo deu "luz verde" à solução que está em cima da mesa e que permite uma devolução, parcial, do investimento naquela dívida.

 

A luz verde referida é para dar passos que concretize a implementação do mecanismo. Até porque, neste momento, ainda não se sabe como se poderá financiar as indemnizações. "Estamos a trabalhar numa solução que não tenha impacto no défice", respondeu o gabinete de Mário Centeno.

 

Ao Negócios, Ricardo Ângelo especifica que há autorização para iniciar a montagem do veículo que vai actuar na devolução: será constituído um veículo que será o responsável por gerir o dinheiro vindo do Fundo de Resolução (inicialmente emprestado pelo Fundo de Garantia de Depósitos) e que irá reclamar os créditos na liquidação do BES, nas falências das sociedades do GES e ainda nos processos judiciais. De que forma o empréstimo do Fundo de Resolução não terá impacto no défice não está ainda esclarecido. 

 

"Há ainda muito trabalho pela frente", diz o líder da AIEPC, dizendo que todo o procedimento para accionar o veículo é ainda demorado. É ainda preciso "paciência", alerta Ricardo Ângelo, ao explicar que as reuniões que terão lugar visam o acompanhamento de todo o processo pelas partes envolvidas, incluindo o gabinete do ministro das Finanças.

Os clientes com papel comercial com aplicações até 300 mil euros receberão 75% do valor investido, ou seja, admitem um perdão de 25% do dinheiro que colocaram. Quem investiu mais só irá receber, no máximo, 250 mil euros. 


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